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Governador do Piauí comenta protesto de empresários: Volta desordenada é o caminho da morte

Nesta quinta-feira (28), grupos empresariais protestaram em Teresina pela reabertura de atividades econômicas, proibidas por causa da pandemia de coronavírus

28/05/2020 | Edivan Araujo
Governador Wellington Dias / Foto: Josiel Martins / G1-PI

Por Josiel Martins, G1 PI — Teresina

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), se posicionou nesta quinta-feira (28) sobre o protesto feito por um grupo de empresários, em Teresina, que pediu a reabertura do comércio. Veja no vídeo acima. Para Wellington, “a volta desordenada é o caminho da morte para dezenas de pessoas”.

“Compreendo a angústia e os prejuízos econômicos, pelo setor público também recebo os reflexos e sei do impacto social. A volta desordenada, por outro lado, é o caminho da morte para dezenas de pessoas. Parecem duas coisas e não são”, declarou Wellington Dias.

Desde o mês de março, o decreto de isolamento social proíbe atividades econômicas e libera apenas serviços essenciais. Essa medida vale até 7 de junho. O governo elabora um protocolo para volta gradual da reabertura e deve ser apresentado no dia 2 de junho.

Empresários fazem protesto pela volta do trabalho diante da prefeitura de Teresina — Foto: TV Clube

Empresários fazem protesto pela volta do trabalho diante da prefeitura de Teresina — Foto: TV Clube

Nesta quinta, em Teresina, houve um protesto de um grupo de empresários, de diversos setores, para pedir a reabertura do comércio. O ato aconteceu na porta do Palácio da Cidade, sede da prefeitura da capital, teve bandeiras do Brasil e cartazes com a mensagem #precisotrabalhar.

Wellington Dias questionou a manifestação com a pergunta: “quantos trabalhadores estavam na manifestação?”.

Wellington Dias✔@wdiaspi

Compreendo a angústia e os prejuízos econômicos, pelo setor público também recebo os reflexos e sei do impacto social. A volta desordenada, por outro lado, é o caminho da morte para dezenas de pessoas. Parecem duas coisas e não são.

Wellington Dias afirmou que as medidas de isolamento no estado impediram 850 mortes.

“Me preocupo com empreendedores, mas também com os trabalhadores. Olhando para o Brasil, o Piauí teria cerca de 850 óbitos se não tivéssemos adotado as medidas que adotamos, evitamos mais de 700 mortes. Quanto vale uma vida?”, disse o governador.

 

Wellington Dias  — Foto: CCOM

Wellington Dias — Foto: CCOM

O Piauí atingiu 4.243 casos de confirmados de coronavírus, segundo último boletim da secretaria de saúde, e chegou a 138 mortes em decorrência da Covid-19.

Sobre a volta do comércio, Wellington afirmou que há programas de retorno, com segurança, sendo desenvolvidos em conversa com empreendedores e trabalhadores. Não há cronograma definido, mas estudos com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) também estão em andamento. Dias, contudo, já disse que a desobediência ao isolamento social pode forçar "mais tempo de quarentena".

“O vírus que causa a doença Covid-19, que não tem vacina e nem um remédio específico, é o inimigo comum, da saúde e da economia. Estamos, com responsabilidade, tratando da retomada, e com os protocolos já bem andados e dialogando com empreendedores e trabalhadores”, concluiu Wellington.

Decretos determinam distanciamento social

Para evitar a contaminação pelo vírus, o isolamento social e medidas emergenciais foram determinadas por meio de decretos do governo do estado e das prefeituras, como na capital piauiense, para que a população fique em casa e evite ao máximo ir às ruas. Aulas em escolas e universidades, a maioria das atividades comerciais, esportivas e de serviços em geral estão suspensas por tempo indeterminado.

Serviços essenciais como farmácias, postos de combustíveis e supermercados continuam mantidos mas estão regulamentados. O atendimento em clínicas, hospitais e laboratórios, assim como o funcionamento de escritórios de advocacia e contábeis também foram liberados mediante cumprimento de regras.

O uso de máscaras em locais públicos tornou-se obrigatório em todo o estado. Policiais fazem abordagens nas fronteiras do estado a ônibus e veículos particulares. Os decretos preveem que quem descumprir as regras pode ser penalizado com multa ou até prisão.

 

Fonte: G1/PI

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