Foragido, homem é condenado a 24 anos por morte motivada por vingança em Teresina / Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com
O Tribunal do Júri de Teresina condenou Francisco Jorge Oliveira a 24 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela morte de Kelson da Silva, em abril de 2020, na Vila Costa Rica, zona Sul de Teresina. O julgamento aconteceu neste mês de setembro, mas o réu não participou da sessão porque está foragido e tem um mandado de prisão em aberto.
A sessão foi presidida pelo juiz Ronaldo Paiva Nunes Marreiros, com atuação do promotor de Justiça Régis de Moraes Marinho pelo Ministério Público. Os jurados reconheceram, por maioria, a materialidade e a autoria do homicídio, além das três qualificadoras da acusação: motivo torpe, emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Segundo os autos, o crime foi motivado por vingança ligada a uma disputa entre facções pelo controle do tráfico de drogas. Kelson foi atingido por disparos enquanto estava em frente a um bar, em via pública, desarmado, um dos tiros o surpreendendo pelas costas.
Francisco Jorge não compareceu à sessão porque está foragido, com mandado de prisão em aberto. Antes do início do julgamento, a defesa pediu a revogação da prisão preventiva, alegando que o réu havia informado um endereço atualizado nos autos.
O juiz negou o pedido. Segundo a decisão, persistem os motivos que levaram à decretação da prisão preventiva, entre eles o descumprimento de medidas cautelares que exigiam o comparecimento do réu em juízo. O magistrado também registrou que Francisco Jorge não reside no endereço indicado pela defesa e que sua participação por videoconferência não poderia ser autorizada, já que ele mudou de endereço sem comunicar a Justiça. Com isso, o julgamento seguiu sem a presença do acusado, e o interrogatório dele ficou prejudicado.
Além do homicídio, Francisco Jorge também respondia por integrar organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, nos termos da Lei das Organizações Criminosas. Nesse ponto, os jurados absolveram o réu, por entenderem não haver prova da materialidade do crime.
A defesa já manifestou interesse em recorrer da condenação por meio de apelação. O Ministério Público renunciou ao prazo recursal.
Francisco Jorge é o terceiro réu levado a júri pela morte de Kelson da Silva Sousa, ocorrida em abril de 2020, na Vila Costa Rica, zona Sul de Teresina.
Em setembro de 2024, Francisco Lopes foi julgado pelo mesmo crime e absolvido pelo Conselho de Sentença, que entendeu não haver provas suficientes de autoria. Já em maio deste ano, Jalison Cleyson foi condenado a 14 anos e 3 meses de reclusão pela participação no mesmo homicídio.
Fonte: Cidade Verde