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Piauí tem o menor salário para profissionais de curso superior no país

25/05/2013 | Edivan Araújo
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Piauí tem o menor salário para profissionais de curso superior no país

Com salário médio de R$ 4.135,06, o pessoal assalariado de nível superior, no Brasil, apresenta-se 219,4% acima do pessoal sem nível superior, cuja média salarial é de R$ 1.294,70. Mas é a diferença de crescimento entre os dois níveis de assalariados (8,5%, com nível superior, contra 4,4% sem nível superior) que traduz melhor o interesse crescente do mercado empregador em contratar pessoal desse nível.

Mas no Piauí, esses profissionais têm a menor remuneração do Brasil, com uma média de 2,4 salários mínimos.

Os dados são do Cadastro Central de Empresas (Cempre) do IBGE (Instituto Brasileiro d e Geografia e Estatística), que analisou 5,1 milhões de organizações em 2011, das quais 89,9% eram Entidades Empresariais, que absorveram 75,5% do pessoal ocupado total, 72,4% do pessoal ocupado assalariado e pagaram 63,4% dos salários e outras remunerações. Apesar de predominantes, as Entidades Empresariais pagaram os salários mensais mais baixos (em média, R$ 1.592,19).

A Administração Pública, embora com somente 0,4% das organizações (18,1% do pessoal ocupado total, 20,9% do pessoal ocupado assalariado e 30,2% dos salários e outras remunerações), pagou os mais elevados (R$ 2.478,21). As Entidades sem Fins Lucrativos (9,7% das organizações) ficaram em segundo lugar, com R$ 1.691,09. Elas foram responsáveis por 6,4% do pessoal ocupado total, 6,6% do pessoal ocupado assalariado e 6,3% dos salários pagos no ano.

No ano, as 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas no País possuíam

5,6 milhões de unidades locais, ocupavam 52,2 milhões de pessoas, das quais 45,2 milhões

como assalariadas, que receberam R$ 1,0 trilhão em salários e outras remunerações.

A Região Sudeste destacou-se, concentrando 2,9 milhões (51,9%) das unidades

locais do País, 26,8 milhões das pessoas ocupadas (51,4%), 23,1 milhões das pessoas

assalariadas (51,0%) e R$ 577,6 bilhões (55,5%) dos salários e outras remunerações. A

Região Sul foi a segunda colocada em participação no número de unidades locais (21,3%)

e em salários e outras remunerações (15,6%), contudo, com relação ao pessoal ocupado

total e assalariado, situou-se na terceira posição, com 17,6% e 17,0%, respectivamente.

A Região Nordeste ficou na segunda colocação em pessoal ocupado total (17,9%)

e em pessoal assalariado (18,4%) e, em unidades locais (15,7%) e em salários e outras

remunerações (14,1%), ficou na terceira colocação. A Região Centro-Oeste, por sua vez,

ficou na quarta colocação em todas as variáveis analisadas e a Região Norte, na quinta

colocação, com as menores participações.

Na análise por Unidades da Federação, destaca-se São Paulo, que apresentou as

maiores participações relativas em todas as variáveis, com 31,6% do número de unidades

locais, 29,7% do pessoal ocupado total, 29,4% do pessoal ocupado assalariado e 33,9%

dos salários e outras remunerações.

Minas Gerais figura na segunda colocação no número de unidades locais (10,9%) e em

pessoal ocupado assalariado (10,2%), mas ficou com a terceira colocação em salários e

outras remunerações (8,8%). Rio de Janeiro situou-se na terceira colocação em pessoal

ocupado total (9,4%) e em pessoal ocupado assalariado (9,6%), mas foi o segundo colocado

em salários e outras remunerações (11,0%) e o quinto com relação ao número de unidades

locais (7,5%). Rio Grande do Sul foi o terceiro colocado em número de unidades locais

(8,5%) e obteve a quarta posição em pessoal ocupado total (6,6%), assalariado (6,3%)

e em salários e outras remunerações (6,0%). Acre, Roraima e Amapá apresentaram as

menores participações nessas variáveis, com participações oscilando entre 0,1% e 0,3%.

Em 2011, o salário médio mensal foi de 3,3 salários mínimos.

As Unidades da

Federação com os maiores salários médios foram: Distrito Federal (6,3 salários mínimos),

Rio de Janeiro (3,9 salários mínimos), São Paulo e Amapá (3,8 salários mínimos) e

Roraima (3,3 salários mínimos), todos valores iguais ou acima da média nacional. Por

outro lado, as menores participações em salário médio ficaram no Ceará (2,3 salários

mínimos) e Alagoas, Paraíba e Piauí (2,4 salários mínimos).

Na análise do pessoal ocupado assalariado segundo o nível de escolaridade, 82,9% não tinha nível superior e 17,1% tinha, com percentuais respectivos de crescimento de 4,4% e 8,5%. A participação relativa aumentou 0,6 ponto percentual, entre 2010 e 2011, passando de 16,5% para 17,1%. No ano anterior, o aumento do pessoal ocupado com nível superior havia sido de 7,6%.

A diferença salarial chega a 219,4%: para o nível superior, o salário médio é de R$ 4.135,06 e, sem nível superior, R$ 1.294,70.

Quanto ao sexo, o aumento do número de mulheres, entre 2010 e 2011, foi superior ao de homens, 5,7% e 4,7%, respectivamente, mas os homens continuam a predominar, numericamente (57,7% contra 42,3%) e continuam a ganhar mais: em média, R$ 1.962,97, 25,7% a mais do que a média recebida pelas mulheres (R$ 1.561,12). As mulheres receberam o equivalente a 79,5% dos salários dos homens, porém seus salários médios tiveram um aumento real ligeiramente superior: 2,5% contra 2,4%.

Os salários médios mensais cresceram 8,7%, em termos reais, entre 2008 e 2011. Em 12 das 20 atividades analisadas, o aumento foi acima da média (8,7%), destacando-se Indústrias extrativas (37,5%), Artes, cultura, esporte e recreação (23,9%) e Construção (20,1%). Atividades administrativas e serviços relacionados e Comércio, atividades que, tal como Construção se destacaram na geração de novas ocupações, também apresentaram aumentos reais acima da média, 16,5% e 15,2%, respectivamente. Por sua vez, os salários das Indústrias de transformação e da Administração pública, defesa e seguridade social aumentaram abaixo da média, 7,8% e 5,3%, respectivamente.

O salário médio de Teresina ficou em R$ 1,6 mil, em 2011, e foi de R$ 1,4 mil mensais em 2008.

Fonte: Meio Norte

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