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Cerrados do Piauí também vão ser polo de pecuária

28/05/2013 | Edivan Araújo
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O vice-presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Celestino Zenella, afirmou na segunda-feira, na Bahia Farm Show –Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios, que vai ser realizada até o dia 1° de junho em Luís Eduardo Magalhães (BA), que os produtores dos Cerrados do Piauí e do Oeste da Bahia estão iniciando a criação de gado em larga escala na parte de baixo dos Cerrados enquanto no planalto continuarão sendo plantados soja, milho e algodão e, agora, também capim.

Quando termina a colheita da soja, milho e algodão, o gado sobre para o planalto e come o que sobrou do milho, com proteína, e capim.

“O que serve para nós também vai servir para a parte sul do Piauí, tendo em vista que a agricultura no Piauí está se desenvolvendo na mesma velocidade e na mesma competência que temos aqui”, afirmou Celestino Zanella.

Zanella afirmou que na preparação do solo vai ter uma área destinada à plantação do milho nos Cerrados e antes ou durante o plantio do milho, os produtores irão plantar capim.

“Quando colhermos o milho e o potássio que vem do fundo do solo para a superfície e fica na palha. O gado vem depois da colheita do milho, como essa palha, como o capim, onde tem proteína, quem o volume, que é a palha e tem o resíduo das outras culturas, que pode ser dado para o gado. Esse é um processo que vai ser melhorado e vai chegar um momento onde nós vamos ter um bom resultado”, declarou Celestino Zanella, em uma feira que tem colheitadeiras de R$ 1,5 milhão.

Zanella disse que a pecuária nos Cerrados vai se beneficiar do clima seco.

“É muito mais fácil tratar o gado em nossa região dos Cerrados, com o sol, do que as geadas no Sul e em outras regiões”, declarou Zanella.

A Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia vai impetrar com uma ação contra o Governo Federal porque os produtores compraram inseticidas como o Benzoato de emanecetina e diamidas autorizados pelo Ministério da Agricultura para o combate de pragas como a lagarta Helicoverpa armigera, que ataca o algodão, e quando aplicaram nas plantações foram impedidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e as Promotorias de Justiça.

“Compramos esses inseticidas e princípios ativos para o combate às pragas e quando fomos usar não permitiram, mas antes o Ministério da Agricultura tinha autorizado a compra. Vamos para a Justiça para o governo ressarcir o nosso prejuízo”, falou Celestino Zanella.

O coordenador da Bahia Farm Show, Tiago Pimenta, declarou as feira nunca teve uma diversidade tão grande de expositores, que atingiram ao número de 195 contra 187 do ano passado.

Fonte: Meio Norte

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