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Os caminhoneiros vieram dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia e estão há 15 dias na cidade. Até esta tarde seus caminhões ainda não haviam sido descarregados.
De acordo com o representante do escritório de advocacia que defende os caminhoneiros, Miguel Santos, eles estão cumprindo a Lei 11.442, que diz que a partir da 5ª hora parada os profissionais têm o direito de receber R$ 1 a cada tonelada/hora.
“Os direitos deles estão sendo totalmente desrespeitados, uma vez que nem um pátio adequado para estacionar os caminhões existe no local, como também banheiros. Então eles estão numa situação realmente precária, estão impedidos de trabalhar por causa dessa situação”, conta.
Caminhões que chegaram hoje a cidade também aderiram ao movimento e não descarregaram-Foto: Romário Mendes
Os caminhoneiros foram informados pela transportadora que o erro não é dela, mas eles discordam, uma vez que a empresa recebe um repasse da Conab que não estaria sendo repassado para aos motoristas. “Fica nesse impasse, a Conab fala que repassa e a transportadora diz que a Conab não repassa o que é de devido para pagar os motoristas, assim os únicos prejudicados são os motoristas, que estão levando prejuízo”, conta.
Prejudicados
Segundo ele, a Conab está pronta para receber o milho. “Inclusive os 15 [motoristas] que estão presentes, mas não podemos obriga-los a descarregar e também não podemos julgá-los se estão certos ou errados, cada um sabe o que tem direito ou não”, fala.
Mais oito carretas chegaram hoje (17) na cidade. Os caminhoneiros também aderiram o movimento e não irão descarregar o produto.
A Polícia foi acionada para manter a ordem e acompanhar o movimento.
Os caminhoneiros informaram que irão continuar sem  descarregar o produto enquanto o impasse não for resolvido. Com informações do Riachaonet