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Homens: câncer de próstata deve atingir 60 mil em 2013

15/07/2013 | Edivan Araújo
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Os homens, em geral, cuidam menos da saúde. Na faixa etária entre 20 e 30 anos, o risco de morte de pessoas do sexo masculino é 80% maior do que de mulheres, conforme alertam dados do Ministério da Saúde. O Dia do Homem, data lembrada hoje (15), serve de alerta para prevenção dos agravos à saúde do homem.

Um estudo promovido pelo Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da mulher ou de filhos. O levantamento também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado.

Outro dado nacional importante e que deve ser lembrado como forma de alertar os homens para os cuidados é que, dos cinco tumores mais incidentes entre o sexo masculino, estão de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto e o de estômago.

Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer – Inca, nas regiões Sudeste e Nordeste, o câncer da próstata é o mais incidente entre os homens. Estimam-se 60 mil novos casos de câncer da próstata no Brasil em 2013, o que corresponde a um risco estimado de 62 casos novos a cada 100 mil homens.

No nordeste, a situação de desleixo com saúde é semelhante. Dados da Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (Sesapi) demonstram que o homem adulto apresenta maior frequência da maioria dos fatores de risco para doenças crônicas. Entre esses fatores estão: excesso de peso, cuja incidência é de 50,4%, tabagismo, com 19,4% e consumo abusivo de álcool, que acomete37,60% da população masculina.

Questão cultural

A psicóloga Ana Maria Coelho aponta que o descuido dos homens com a saúde é uma questão, sobretudo, cultural, mas que vem sendo desconstruída ao longo do tempo e com a inserção da mulher em tarefas originalmente masculinas.

“O homem, desde criança, é criado de forma diferenciada da mulher. A diferença já começa nos serviços domésticos, enquanto a mulher é criada para ajudar a mãe a cuidar da casa, o homem não pode fazer esses serviços por ser considerado o sexo forte”, explica a psicóloga.

A ideia de que o homem deve ser forte e não pode demonstrar fraqueza tem reflexos também na saúde, como pontua a psicóloga: “A mulher é o sexo frágil, e o homem é criado para ser forte, não pode demonstrar fraqueza, não pode sentir dor. Ir ao médico e reconhecer que precisa de algum tratamento é, para o homem, sinal de falha, é como se estivessem atestando que ele é fraco”.

Porém, as políticas públicas em saúde voltadas exclusivamente para o homem e a mudança comportamental da sociedade trouxeram ao centro da preocupação das pessoas, a manutenção de uma vida saudável.

 “Essa nova geração tem como característica a preocupação maior com a saúde, eles se cuidam mais e se preocupam em ter alimentação saudável. Ao mesmo tempo em que está se voltando para a saúde do homem, a mulher está tendo mais estresse, tendo que ter jornada dupla, por conta do trabalho, e acaba relaxando mais com os cuidados com a saúde”, reitera a psicóloga.


Fonte: Jornal ODIA 

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