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Os policiais civis do Estado prometem continuar com o Movimento Polícia Legal. Eles afirmam que o Governo do Estado voltou atrás em um acordo salarial firmado na semana passada e que garantia que os policiais teriam reajuste salarial de 40% em relação ao que ganha atualmente um delegado de policia.
O acordo foi fechado com o secretário de Administração, Paulo Ivan, com a participação dos deputados estaduais Marden Menezes (PSDB) e Antônio Felix (PSD). No entanto, nesta quarta-feira, dia 24, o Governo voltou a oferecer apenas 25% de reajuste.
“Semana passada tivemos uma reunião com o secretário Paulo Ivan e uma comissão de policiais e lá ouve um entendimento, saímos entusiasmados com a proposta. O secretário disse que apenas levaria para o governador dar o aval. Hoje, a posição dele é de que o governador não teria aceitado. Tivemos apoio de deputados, do Ministério Público, e até da sociedade. Mas parece que a influência negativa do Secretário Estadual de Segurança, Robert Rios, e do delegado geral James Guerra pesaram mais”, afirmou Cristiano Ribeiro, presidente do Sindicato dos Policiais Civis.
A categoria alega que a defasagem salarial dos agentes de policia é de 370% e que o que foi oferecido pelo Governo não chega perto de corrigir o problema. Por conta da recusa de um acordo, o Movimento promete continuar fazendo “barulho” e denunciando as condições de trabalho e de estrutura da segurança pública do Estado.
Cristiano Ribeiro informou que, assim que os deputados estaduais retornarem do recesso parlamentar será solicitada a realização de uma audiência pública para discutir a situação da categoria. Os policiais também pretendem mobilizar-se para que seja instaurada na Assembleia Legislativa uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
A CPI deverá investigar a administração da Segurança Pública nos últimos 10 anos no Estado. Na maior parte desse período, o órgão foi comandado pelo deputado estadual Robert Rios Magalhães, atual secretário.
“O Movimento (Polícia Legal) vai para a segunda etapa e bem mais forte. Vamos pedir à Assembleia uma Audiência Pública e queremos também uma CPI. Existe uma administração que está há 10 anos aí e queremos que a Comissão Parlamentar de Inquérito investigue essa administração”, declarou.
O Movimento Polícia Legal iniciou no mês de abril e tem como uma das principais determinações que os policiais executem apenas as suas funções especificadas na Lei. Até então, policiais exerciam funções que são restritas aos delegados, como o registro de Boletins de Ocorrência e Termos Circunstanciados ou instauração de inquéritos policiais para investigação de crimes. Os profissionais pretendem expor para a sociedade a falta de condições de trabalho e até de equipamentos de proteção individual, como colete a prova de balas, armamento inadequado e inabilitação para conduzir viaturas.
Repórter: Karliete Nunes/Portal O Dia