Prefeitura de Picos / Foto: Cidadesnanet
Durante esse segundo semestre de 2019, considerado o período que tem antecedido as eleições municipais na cidade de Picos, muito tem se falado em questões políticas partidárias e administrativas, o que tem gerado muito desconforto entre aliados e ex-aliados políticos do prefeito Padre Walmir Lima (PT).
As questões partidárias começaram a se acirrar mais forte depois do lançamento de duas pré-candidaturas a prefeito pelo mesmo bloco político que é da situação, sendo eles a Secretária Maria Santana (PT), apadrinhada pelo prefeito, e o empresário Francisco da Costa Araújo Filho, o Araujinho (PT), que conta com o apoio de um expressivo número de vereadores na Câmara Municipal de Picos.
Nessa semana o Portal AgoraED foi procurado por alguns ex-servidores municipais se dizendo perseguidos pela atual gestão, pois os mesmos estariam sendo demitidos por terem declarado sua preferência pelo pré-candidato Araujinho, e não a jornalista Maria Santana, e citaram alguns casos como o da ex-secretária municipal de Educação, Rosilene Monteiro, ligada ao vereador Evandro Paturi (PT), Carlos Augusto Soares Ferreira (Carlão do PT), o coordenador de Transportes da Secretaria Municipal de Educação, Wedson Luz de Araújo, o Ecinho, a professora Luana Ribeiro de Araújo, e por último o repórter Batista Pereira que foi desligado da Coordenadoria de Comunicação, dentre outros servidores.
Ex-Secretária de Educação Rosilene Monteiro / Fotos: AgoraED
As exonerações têm gerado mal-estar nas lideranças que dão sustentação política ao governo um municipal. Para alguns parlamentares que apoiam a gestão, essa forma de agir do prefeito tem causado bastante preocupação, o que pode resultar na falta de apoio político futuramente.
Para alguns aliados de Araujinho, as exonerações foram intensificadas quando ele se propôs a colocar seu nome como pré-candidato a prefeito de Picos para a disputar do pleito de 2020, e uma das primeiras demissões foi a sobrinha do empresário, Lilian Araújo, ex-Secretária Municipal de Obras, o que criou um desconforto na base aliada, comentaram.
Outro Lado
O Portal AgoraED também ouviu a prefeitura sobre esse assunto e conversou com o Secretário Municipal de Governo, Francisco Armínio de Carvalho Sousa (Armínio), que disse desconhecer esse fato de perseguição política, pois o que acontece é que a administração pública pode contratar o funcionário comissionado, ou contratado, pois isso é um ato discricionário que está previsto na Constituição Federal e nas leis em vigências do ordenamento jurídico no país, então existem as contratações, nomeações em cargos de comissão e esse servidor tem seu trabalho avaliado de forma profissional, e quando ele não estar desenvolvendo o trabalho que é esperado, o mesmo é substituído, até por que existe essa previsão legal nos dispositivos de lei, disse ele.
Francisco Armínio / Foto: José Maria Barros / GP1
Francisco Armínio informou também que os funcionários da educação que tem um contrato menor, que basicamente termina no mês de novembro para dezembro que é o período do ano letivo, o município termina por encerrar esse vínculo contratual com esse servidor contatado. “O que a prefeitura faz é isso, a prefeitura contrata até certo ponto que a lei prever e a gente tem diversos trabalhos em diversas áreas, o quem tem sido feito nesse momento é o chamamento de concursados para assumirem seus cargos, e obviamente aquele servidor que estar ocupando é dispensando para que ele assuma, e o prefeito Padre Walmir tem feito isso durante todo esse ano”, relatou o secretário.