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Escritor Assis Brasil morre aos 92 anos em Teresina

A morte aconteceu por volta das 20h após complicações respiratórias

29/11/2021 | Redação
O Assis Brasil era ocupante da cadeira nº 36 da Academia Piauiense de Letras / (Fotos: Arquivo Pessoal)

 

Morreu na noite deste domingo (28), aos 92 anos, um dos mais ilustres escritores piauienses, Francisco de Assis Almeida Brasil, o Assis Brasil, que atualmente era ocupante da cadeira nº 36 da Academia Piauiense de Letras.

De acordo com o presidente da Academia Piauiense de Letras (APL), Zózimo Tavares, ele havia feito uma cirurgia na perna na sexta-feira (26) depois de uma queda ocorrida em casa, na quarta-feira (24).

Depois da cirurgia, o escritor voltou para casa no sábado (27), onde estava se recuperando bem, até a noite deste domingo, quando teve dificuldade para respirar. Mesmo com os primeiros-socorros, infelizmente ele não resistiu. A morte aconteceu por volta das 20h.

“O silêncio de Francisco de Assis Almeida Brasil, aos 92 anos, enluta a Academia Piauiense de Letras, onde ele ocupava a Cadeira 36, e representa uma grande perda para o Piauí e a Literatura Brasileira, que ele engrandeceu com o seu gênio literário nas mais de 100 obras escritas e publicadas”, lamentou APL em nota.

Ainda segundo a APL, o velório acontece a partir de 1h da manhã desta segunda (29), na Pax União, no Centro da capital. O sepultamento também acontece amanhã, às 16h, no cemitério Jardim da Ressurreição

 

Biografia Assis Brasil

Romancista, cronista, crítico literário e jornalista, nascido na cidade de Parnaíba, Estado do Piauí, em 1929. Conforme a Academia Piauiense de Letras, o escritor teve uma intensa participação na imprensa nacional. Crítico Literário do Jornal do Brasil, 1956-1961; Colunista Literário do Caderno B do Jornal do Brasil 1963-64; Crítico Literário do Diário de Notícias, Rio, 1962- 63; Crítico Literário do Correio da Manhã (Revista Singra e Suplemento Literário), Rio, 1962 e 1972; Crítico Literário de O Globo (Arte e Crítica), 1969-1970; Colunista Literário da Revista O Cruzeiro, Rio, 1965-1976; Crítico Literário do Jornal de Letras, 1964-1989; artigos e ensaios nos seguintes órgãos culturais: Senhor, Mundo Nuevo, Revista do Livro, Leitura, Enciclopédia Bloch, Usina, suplemento de O Estado de São Paulo, Diário Carioca, Tribuna de Imprensa, Jornal do Comércio, Minas Gerais, Correio do Povo, O Povo.

Tem 106 obras publicadas. Romances: Tetralogia Piauiense: Beira Rio, Beira Vida, 1965; A Filha do Meio Quilo, 1966; O Salto do Cavalo Cobridor e Pacamão; Ciclo do Terror: Os que Bebem como os Cães e outros. Romances Históricos: Nassau, Sangue e Amor nos Trópicos e Bandeirantes – os comandos da morte, etc.

Contos: Contos do Cotidiano Triste, História do Rio Encantado e outros. Ensaios: Faulkner e a Técnica do Romance. O Jornal de Letras do Rio de Janeiro, em sua edição de dezembro de 1998, trouxe o romance Beira Rio, Beira Vida, entre os cem melhores do gênero já publicados no país.

Em 2012, recebeu o título de “Doutor Honoris Causa”, entregue em reconhecimento a pessoas que se distinguem pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras e do melhor entendimento entre os povos.

Com informações do G1 Piauí

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