Aumento da obesidade infantil: riscos e prevenções contra a obesidade na infância / Foto: Ascom
De acordo com dados do Sistema Nacional de Vigilância Alimentar e Nutricional, foram diagnosticadas cerca de 340 mil crianças de 5 a 10 anos com obesidade, em meados de 2022. Segundo a previsão do atlas 2023 da Federação Mundial da Obesidade, haverá um aumento de 51% de pessoas obesas nos próximos 12 anos no mundo, frisando também um grande aumento no número de crianças obesas.
Para a nutricionista da Clínica DMI, Drª Silvia Fernanda Ribeiro, a obesidade é uma doença que pode ter não apenas repercussões clínicas, como também psicológicas e sociais, não sendo exclusiva aos adultos. “Obesidade é obesidade, nas crianças apresentam as mesmas causas nos adultos, que é ingerir mais calorias do que se gasta. Obesidade infantil já é considerada um problema sério de saúde pública no mundo, uma a cada dez crianças está obesa”, afirma a nutricionista.
Os riscos à saúde da criança que sofre de obesidade são inúmeros, dentre eles problemas ortopédicos, de coluna, colesterol alto, pressão alta e diabetes, problemas estes que encontramos mais especificamente em pessoas adultas.
Para a médica nutricionista, além desses problemas físicos, a depressão e baixa auto estima aparecem também como resultado desse problema de saúde, sendo necessário maior atenção à criança por estar ainda em uma fase de desenvolvimento. “Esse problema pode ser freado através dos hábitos alimentares em casa, os pais podem perceber o ganho de peso significativo na criança e começar a mudança, tanto na parte alimentar, quanto incentivando a prática de atividades físicas para criança”, finaliza a médica nutricionista.
Estar atento à sua saúde, adotando hábitos alimentares mais saudáveis e praticando atividades físicas frequentemente, são meios de combater os problemas de saúde advindos da obesidade. Para uma criança essa atenção deve ser redobrada, sendo acompanhada pelos pais e profissionais da área, para estar em dia com a saúde e impedir que mais crianças sofram com obesidade ainda nos primeiros anos de vidas.
Fonte: Ascom