Ao todo, o Governo do Piauí investiu R$ 175 milhões na execução da obra da nova Maternidade / (Foto: Portal Antena 10+)
A nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, situada na Avenida Presidente Kennedy, zona Leste de Teresina, abriu oficialmente suas portas nesta sexta-feira (28) com a missão de receber as pacientes do antigo prédio hospitalar e de se estabelecer como maior centro de saúde público especializado no atendimento à mulher e a recém-nascidos do Brasil.
O Governo do Piauí investiu R$ 175 milhões, sendo R$ 129 milhões provenientes de recursos do Tesouro Estadual e R$ 46 milhões do Orçamento Geral da União, na unidade que vai assistência nas áreas de enfermagem obstétrica e neonatal, psicologia, fisioterapia, nutrição, serviço social, terapia ocupacional, fonoaudiologia, biomedicina, farmácia, engenharia clínica e odontologia.
O Governador Rafael Fonteles destacou a capacidade de estrutura da nova unidade de saúde, que foi construída para ser a maior do estado e para realizar um atendimento multidisciplinar.
O Governador afirmou ainda que a inauguração representa o maior investimento em saúde do Piauí dos últimos 50 anos.
“Envolveu muitos recursos públicos e que foi pensada pra ser a maior e a melhor maternidade do Brasil. Equipamentos modernos, uma equipe muito bem selecionada pra que esse atendimento humanizado multidisciplinar aconteça da porta de entrada até os procedimentos mais complexos...É a maior obra de saúde do Piauí dos últimos 50 anos, acredito que é um marco igual foi lá atrás, o nosso Hospital Getúlio Vargas e eu não tenho dúvida que aqui vai ser uma referência para o Nordeste, para o Brasil em qualidade no atendimento, em salvamento de vida”, disse.

Durante a inauguração, a ministra Nísia Trindade destacou que o centro vai atuar como referência para as outras unidades federativas e ressaltou que para o Ministério da Saúde representa também a retomada de um projeto de governo iniciado pelo governo Lula.
“Essa maternidade representa, pelo que eu vi, da fala de todos, das instalações e da equipe com que eu tive contato aqui, com a do sonho de toda uma geração de profissionais e sobretudo da população do estado. Eu queria apenas ressaltar que pro Ministério da Saúde que tem neste momento a retomada do que foi começado já no primeiro governo do presidente Lula, depois da presidenta Dilma, de fortalecer tanto a atenção primária como a especializada a integralidade do SUS, esse trabalho de vocês é certamente referência”, destacou.

O alto número de mortes maternas e infantis no Estado é um dos obstáculos que o projeto da nova maternidade tem como objetivo reduzir, segundo o ministro Wellington Dias.
Para ele, a rede pública vai avançar no atendimento e atenção à mulher e o bebê e aumentar as expectativas de vidas.
“A gente tem desafios de seguir reduzindo a mortalidade infantil e reduzir a mortalidade de gestante. Este é um problema que começamos esse século, o Piauí numa das piores posições do Brasil estamos avançando e certamente essa cabeça de rede que é uma maternidade pública, maternidade Evangelina Rosa se somando alguma rede em todo o estado que cuida da saúde da mulher e da criança, se somando com o setor privado certamente a gente vai ter aí bons resultados, maior expectativa de vida e principalmente melhor atendimento, atenção para a mulher e o bebê e essa razão tenho certeza que é o sonho de todos nós”, disse o ministro.

Dos 293 leitos, 174 são de enfermaria; 30 de UTI Neonatal; 30 de UTI Neo Intermediária (UCINCO); 15 leitos UCINCA – Canguru; 20 leitos UTI Adulta; 6 leitos de Observação Pronto Atendimento e 12 leitos de quarto PPP (pré-parto, parto e puerpério).
Parto Normal (CPN), que começam a funcionar no mês de novembro deste ano.

A nova Evangelina Rosa vai oferecer mais de 20 especialidades médicas e cobrir diversas áreas de atendimento para gestantes e recém-nascidos de alto risco no Piauí. Entre as especialidades disponíveis estão, obstetrícia, pediatria, neonatologia, cardiologia, ginecologia, entre outras.
O CPN, caracterizado como Tipo II, foi ampliado em relação ao prédio anterior e contará com três salas pré-parto, parto e puerpério (PPP), com o objetivo de oferecer um atendimento mais humanizado e focado na autonomia da mulher e no respeito ao processo de nascimento. Essa iniciativa segue as recomendações do Ministério da Saúde e a Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde (PNH/SUS).

O Banco de Leite Humano da Maternidade Dona Evangelina Rosa vai ter sua capacidade de atendimento dobrada. A maternidade também vai se dedicar ao ensino e à pesquisa, oferecendo espaços para salas de aula, um auditório com capacidade para 100 pessoas e um laboratório de simulação realística.
Nesta primeira etapa de inauguração, entram em operação os serviços de ambulatório e área administrativa. Em outubro, na segunda etapa, todos os demais serviços serão oferecidos e a nova Evangelina Rosa passará a atender a população com total capacidade.

Fontes: Portal Meio Norte e Portal Antena 10+