/ (Fotos: Danilo Elieser)
O uso de álcool e outras substâncias psicoativas em Picos tem atingido um nível alarmante, segundo Romulo Rommero, assistente social do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD).
Ele destaca que essa realidade está enraizada na formação cultural da sociedade, onde muitas vezes o consumo dessas substâncias é introduzido antes dos 18 anos, período em que o uso não deveria ocorrer.
Romulo aponta que 25% dos usuários atendidos pelo CAPS AD são jovens, sendo a maioria homens pardos da zona urbana de Picos. O álcool e o cigarro costumam ser as portas de entrada para o uso de drogas mais pesadas, como cocaína, crack e maconha.
“A questão do uso de álcool e outras drogas está em um nível alarmante. Precisamos sensibilizar a população sobre os riscos, pois grande parte da população que faz uso abusivo dessas substâncias não se reconhece como dependente, o que dificulta a busca por tratamento”, disse.

O delegado Guilherme Escobar, titular da Divisão de Tráfico de Drogas da DFHT de Picos, reforça que o envolvimento de jovens com entorpecentes é um problema sistêmico que exige uma atuação conjunta de diversos setores. “Isso não é um problema só da segurança pública. Precisamos de uma atuação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, Poder Judiciário, além da educação e da saúde. Sem essa articulação, acabamos tendo um déficit de proteção ao menor”, destaca.
Apesar das dificuldades, Escobar enfatiza que o município conta com uma forte rede de apoio. “Aqui em Picos, temos o CAPS, o CREAS, o Conselho Tutelar e as escolas atuando ativamente para tentar reduzir esse problema. Todos são peças importantes de um maquinário gigantesco que luta para que nossos jovens não sejam alcançados pelo tráfico”, afirma o delegado.

Por Danilo Eliéser
Com informações do Cidades Na Net