/ (Foto: Cidade Verde / Arquivo Pessoal)
A primeira morte por dengue confirmada no Piauí foi de uma criança identificada como Isabelle Felix Evangelista, de 12 anos, em Nazaré do Piauí.
Isabelle possuía anemia falciforme, uma comorbidade rara e sem cura que altera a normalidade da hemoglobina. Ela morreu na Unidade de Pronto Atendimento de Floriano, em 28 de fevereiro de 2025.
Ela fazia tratamento para a anemia falciforme, desde um ano de vida, e segundo a família seu quadro de saúde era estável.
Isabelle realizava exames períodicos para controlar a doença, que tem origem genética e altera os glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os rígidos e deformados, em forma de foice, o que causa anemia, dor, lesões orgânicas e outras complicações.
"No dia 27 de janeiro eu fiz exame para saber como estavam as taxas dela. As taxas estavam todas ótimas. Ela estava bem", disse a mãe de Isabelle, Luciana Félix.
Há cerca de dois anos, a adolescente fez uma cirurgia para melhorar o seu quadro de saúde. Isabelle extraiu o baço. A retirada do órgão é feita quando outros tratamentos realizados para tratar a anemia falciforme não surtem efeito.
"Depois da cirurgia ela não precisava mais de transfusão de sangue. Estava se alimentando bem e ganhando peso. Há dois anos ela pesava 18 quilos, agora ela estava com 34 quilos. Da anemia ela estava bem, o que agravou a saúde dela foi a dengue", afirma.
A família tinha alguns cuidados com relação à saúde de Isabelle. Ela precisava de uma alimentação equilibrada e não podia se expor ao sol.

A doença
Segundo o Ministério da Saúde, a dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada.
A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para a morte.
A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.
Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno.
Segundo orientação do Ministério da Saúde, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo. Esses sinais indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias, sendo assim caracterizados.

Sintomas:
- dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua;
- vômitos persistentes;
- acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
- hipotensão postural e/ou lipotímia;
- letargia e/ou irritabilidade;
- aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia)
- sangramento de mucosa;
- aumento progressivo do hematócrito.
Segundo o Ministério da Saúde, a dengue causa especialmente febre, dor de cabeça e/ou atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.
De forma geral, são tidos como sintomas graves dor abdominal persistente, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Gestantes, crianças menores de 2 anos e idosos acima de 65 anos têm mais risco de ficar doentes.
É recomendado procurar atendimento médico no momento em que os primeiros sintomas da doença são detectados, para evitar que a doença se agrave.
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Por Adriana Magalhães
Com informações do Cidade Verde