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Presidente do TJ faz balanço de 2025 e destaca julgamento de 130% da demanda

14/12/2025 | Redação
Presidente do TJ faz balanço de 2025 e destaca julgamento de 130% da demanda / Foto: Renato Andrdade/Cidadeverde.com

O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Aderson Nogueira, apresentou um balanço da atuação da Corte em 2025 e apontou as diretrizes para 2026. O magistrado ressaltou que o Tribunal alcançou, no segundo grau, um volume de julgamentos superior ao total de processos que deram entrada no período, resultado que contribuiu para a redução do acervo.

Ao avaliar o desempenho do Judiciário estadual, Aderson Nogueira ressaltou que a produtividade registrada em 2025 foi a maior já alcançada pelo TJPI, com destaque para o percentual de julgamentos em relação à demanda recebida.

“Nós nunca produzimos tanto como produzimos durante o ano de 2025. Só para dar um exemplo, no Tribunal de Justiça do Piauí, no segundo grau, nós julgamos quase 130% de toda a demanda que entrou. É como se tivessem entrado 300 mil processos e nós tivéssemos julgado 390 mil processos. Foi exatamente isso que aconteceu ao longo do ano”, avaliou.
 

O presidente do Tribunal também destacou o desempenho do primeiro grau e reconheceu os desafios impostos pelo crescimento da judicialização e pelas limitações estruturais da instituição. Segundo ele, os avanços têm sido sustentados por ajustes internos e pelo fortalecimento do processo eletrônico.

“No primeiro grau, os juízes também nunca decidiram tanto como decidiram agora. Nós temos que considerar que existe uma judicialização muito grande no estado. A nossa estrutura é a possível, não é a ideal, e por isso nós trabalhamos sempre no sentido de estruturar melhor o Tribunal, aperfeiçoar o processo eletrônico e melhorar os fluxos de trabalho, o que tem facilitado a prestação jurisdicional”, explicou.

Desafio em 2026

Ao projetar o cenário para 2026, Aderson Nogueira indicou que a meta é manter o mesmo ritmo de julgamentos, com foco em respostas mais rápidas à sociedade, sem prejuízo das garantias legais.

“Nós esperamos que em 2026 continuemos na mesma entoada, no sentido de trazer resposta às demandas em um prazo mais breve. A ideia é garantir celeridade, mas sempre com segurança, sem atropelar o devido processo legal. É essa combinação de celeridade com segurança e efetividade que a magistratura e os servidores do Poder Judiciário oferecem à sociedade”, projetou.

Fonte: Cidadeverde

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