Em alusão ao Fevereiro Roxo, GFIBROL promove Mesa Redonda sobre direitos e convivência com doenças crônicas em Picos / Fotos: AgoraED
Em referência à campanha Fevereiro Roxo, o Grupo de Fibromialgia, Lúpus e Alzheimer (GFIBROL) de Picos realizou, na manhã desta terça-feira (24), uma Mesa Redonda no plenário da Câmara Municipal de Picos. O encontro reuniu profissionais de diversas áreas para debater direitos, inclusão, saúde mental e os desafios enfrentados por pessoas que convivem com doenças crônicas.
Com o tema “Fibromialgia: Dor Real, Direitos Reais. Menos julgamento, mais empatia: 2026 com mais Dignidade”, o evento teve como objetivo promover a saúde, ampliar a reflexão sobre doenças crônicas e fortalecer o diálogo coletivo em torno da dignidade e do acesso a direitos.
Inclusão e garantia de direitos
Entre os palestrantes, o professor Max Rodrigues abordou o tema “Rota Inclusiva”, destacando a necessidade de ampliar políticas públicas e práticas sociais que assegurem acessibilidade e respeito às pessoas com doenças invisíveis, como a fibromialgia. Ele ressaltou que a inclusão passa não apenas por leis, mas por uma mudança de postura da sociedade.
A advogada Dra. Aline Isidoro e o advogado Dr. Fabiano Moura trouxeram esclarecimentos sobre a Lei 15.176/26, enfatizando os avanços legais voltados à proteção e ao reconhecimento dos direitos das pessoas com fibromialgia e outras patologias crônicas. Durante a explanação, os juristas reforçaram a importância da informação como ferramenta de empoderamento, orientando os participantes sobre como buscar e garantir seus direitos.
Saúde mental e qualidade de vida
O psiquiatra Dr. Alex Isidoro também participou do debate, abordando as patologias relacionadas ao Fevereiro Roxo e destacando a importância do cuidado com a saúde mental. Segundo ele, além do tratamento clínico, é fundamental que os pacientes tenham acompanhamento psicológico e apoio familiar, considerando que doenças como fibromialgia, lúpus e Alzheimer impactam significativamente o emocional e a qualidade de vida.
O médico enfatizou ainda que o preconceito e a desinformação agravam o sofrimento dos pacientes, reforçando a necessidade de mais empatia e acolhimento por parte da sociedade.
Apoio do Legislativo e fortalecimento do diálogo
A vereadora Dalva Mocó destacou a relevância da Mesa Redonda como espaço de escuta e construção coletiva. Em sua fala, ela ressaltou a importância de iniciativas que ampliem o debate sobre políticas públicas voltadas às pessoas com doenças crônicas, defendendo maior atenção do poder público às demandas do segmento.
A coordenadora do evento, Antônia Maria Silva (Toinha), reforçou que a iniciativa teve como principal propósito esclarecer a população sobre as patologias abordadas e combater o preconceito enfrentado por quem convive com essas condições. Segundo ela, momentos como esse fortalecem o grupo, promovem informação de qualidade e contribuem para uma sociedade mais justa e consciente.
Ao final, os participantes destacaram que ações como a promovida pelo GFIBROL reafirmam o compromisso com a luta por reconhecimento, respeito e dignidade, reforçando que a dor é real — e os direitos também devem ser.