Deputada Simone Pereira / Foto: Cidadeverde
O Governo do Piauí apresentou panorama atualizado das políticas de enfrentamento ao uso abusivo de álcool e outras drogas e apontou crescimento de quase 16% nas ações de prevenção no estado. Os dados foram divulgados pela Coordenação de Enfrentamento às Drogas e Fomento ao Lazer (CENDFOL).
Segundo a coordenadora da pasta, a deputada estadual Simone Pereira, aproximadamente 16 mil pessoas foram alcançadas diretamente por ações preventivas, enquanto cerca de 67 mil receberam acompanhamento direto ou indireto.
“Tivemos acompanhamento direto e indireto de cerca de 67 mil pessoas. Na linha da prevenção, alcançamos 16 mil pessoas.”
A gestora explicou que, ao assumir a coordenação, o foco foi estruturar o fluxo de atendimento e fortalecer a rede intersetorial.
“Quando assumimos a pasta, o objetivo principal foi estruturar a rede e o fluxo de atendimento, além de fortalecer essa rede por meio do diálogo com todas as instituições que a compõem.”
Ela destacou que a política é transversal e envolve diferentes áreas do governo. “A CENDFOL não é um órgão executor isolado. Essa política não pode ser executada por uma instituição só. É uma política transversal, que envolve saúde, educação e reinserção social.”
Atualmente, o Estado mantém termos de cooperação com 35 comunidades terapêuticas que realizam acolhimento de pessoas com dependência química, além de parcerias com organizações da sociedade civil que atuam na prevenção por meio da arte, cultura e esporte. Os convênios contam com apoio do Fundo de Combate à Pobreza do Estado do Piauí.
De acordo com Simone Pereira, uma das mudanças implementadas foi a implantação da saúde digital dentro das comunidades terapêuticas, com acompanhamento psiquiátrico durante a crise de abstinência. “Identificamos que muitos acolhidos abandonavam o processo durante a crise de abstinência, porque não havia protocolo medicamentoso estruturado.”
“Levamos a saúde digital para dentro das comunidades terapêuticas. Hoje, durante a crise de abstinência, eles são acompanhados por psiquiatras e têm protocolo medicamentoso.”
Segundo ela, os acolhidos também passam por testagem de HIV, tuberculose e outras doenças e, em caso de diagnóstico positivo, são encaminhados para acompanhamento na rede estadual de saúde.
A coordenadora afirmou ainda que o trabalho inclui a construção de um projeto de vida desde o início do acolhimento.
“Desde o início do acolhimento, já construímos com cada pessoa um projeto individual, analisando território, família, talentos e oportunidades.”
A política está presente nos macroterritórios do estado, com polos em São Raimundo Nonato, Picos, Floriano, Parnaíba e Teresina. Segundo a gestora, o objetivo é ampliar a institucionalização da pauta nos municípios e reduzir vazios assistenciais.
Simone Pereira informou ainda que deve deixar a coordenação no dia 30 de março para retornar à Assembleia Legislativa, onde pretende continuar defendendo a política de garantia de direitos.
Fonte: Cidade Verde