Ex-suplente de vereador condenado por estupro é preso novamente no Piauí / Foto: Reprodução / Redes Sociais
O ex-suplente de vereador do município de Sebastião Barros, Gasparino Lustosa Azevedo, de 37 anos, condenado a dez anos pelo crime de estupro de vulnerável, foi preso novamente pela Polícia Civil do Piauí. A prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira (13), após a Justiça revogar o benefício de prisão domiciliar que ele cumpria com uso de tornozeleira eletrônica.
Gasparino Lustosa Azevedo já havia sido preso anteriormente, em novembro de 2024, após trabalho de inteligência que localizou o foragido na cidade de Brasília. Após a prisão, ele passou a cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
No entanto, segundo as autoridades, foram registradas violações no sistema de monitoramento, o que levou a Justiça a revogar a medida e expedir um novo mandado de prisão na última quinta-feira (12).
Equipes de investigação da Delegacia de Polícia Civil de Corrente, no Sul do Piauí, iniciaram diligências e conseguiram localizar e prender o condenado em menos de 24 horas após a expedição do mandado. Ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Apesar da condenação definitiva, Gasparino Lustosa Azevedo (PT) foi eleito suplente de vereador no município de Sebastião Barros, localizado a 940 km de Teresina, com 135 votos. A Lei da Ficha Limpa, sancionada em 2010, estabelece que pessoas condenadas por diversos crimes sejam declaradas inelegíveis.
Ele virou réu em uma ação penal eleitoral, após denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou que Gasparino omitiu informações sobre a sua condenação ao registrar sua candidatura nas eleições de 2024 e passou a responder por falsidade ideológica eleitoral, crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, que trata da inserção de informações falsas em documentos públicos com fins eleitorais.
Em outubro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) decidiu por unanimidade anular o diploma de suplente de vereador de Gasparino Lustosa . A decisão ocorreu após o tribunal reconhecer que Gasparino Azevedo estava com seus direitos políticos suspensos devido a condenação por estupro.
Segundo a decisão judicial, Gasparino Lustosa Azevedo violentou uma adolescente por pelo menos uma hora no interior do seu carro "após várias ameaças de morte e agressões físicas, tendo inclusive chegado a despir a vítima, deixando-a praticamente nua em um local aberto, na zona rural do município de Sebastião Barros."
Ainda de acordo com o documento, a vítima ficou lesionada e traumatizada por vários dias.
Fonte: Cidade Verde