Matéria / Polícia

Justiça mantém agravante em assassinato de mulher grávida em Paquetá

26/04/2026 | Redação
/ Foto: Thiago Amaral/PMPI

 

O Tribunal de Justiça do Piauí negou o pedido da defesa de Geneilton Luiz de Araújo, réu pelo feminicídio da ex-companheira grávida e pelos homicídios qualificados dos dois enteados, da retirada da causa de aumento de pena prevista para casos em que o crime ocorre durante a gestação da vítima.

Conforme a decisão, a defesa pediu a exclusão dessa agravante sob o argumento de que o acusado não tinha conhecimento da gravidez.

No entanto, a Justiça considerou que há elementos nos autos indicando que a vítima estava grávida e que essa circunstância deve ser analisada pelos jurados durante o julgamento. Assim, a causa de aumento foi mantida nesta fase do processo.

 

Entenda a decisão de pronúncia

Geneilton Luiz de Araújo, conhecido como “Neilton”, foi pronunciado e será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio contra Jairane Moura da Silva, que estava grávida, e pelos homicídios dos enteados João Gabriel, de 8 anos, e Vinícius Emanuel, de 6 anos.

O crime ocorreu no dia 2 de março de 2025, em uma residência no município de Paquetá, no Piauí.  

De acordo com a investigação, o acusado teria matado a ex-companheira no contexto de violência doméstica.

Neilton teria invadido a residência das vítimas e desferido golpes de faca contra a ex-companheira. As duas crianças também foram mortas.  

Um vídeo de uma câmera de segurança auxiliou a Polícia Civil na elucidação do caso. Nas imagens, Neilton aparece caminhando pela rua nas primeiras horas da manhã daquele dia.

O registro mostra o réu com dificuldades para caminhar, dirigindo-se até a casa da vítima, onde, segundo a investigação, teria degolado a ex-companheira grávida e os dois filhos dela.  

A Justiça entendeu que há provas da materialidade dos crimes e indícios suficientes de autoria, o que justifica o envio do caso para julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre crimes dolosos contra a vida.  O acusado permanece preso preventivamente.

Com a pronúncia, o processo segue agora para a fase de julgamento pelo Tribunal do Júri, onde as provas serão analisadas de forma mais aprofundada pelos jurados.

Com informações do Cidade Verde

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