Juiz nega soltura e marca audiência de acusados de execução em Teresina / Foto: Redes sociais/Arquivo Cidadeverde.com
O Tribunal de Justiça do Piauí decidiu manter a prisão preventiva e marcou a audiência de instrução e julgamento de Paulo Henrique e Kaysa Évila, acusados de participação no assassinato de Lucas Kailan da Cunha Carvalho, de 19 anos. A decisão foi proferida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Teresina.
O crime ocorreu em janeiro deste ano. Lucas Kailan foi assassinado a tiros na noite de 1º de janeiro, no bairro São Joaquim, zona Norte de Teresina. Testemunhas relataram que a vítima estava na rua quando foi abordada por um casal em uma motocicleta. Um dos ocupantes teria efetuado vários disparos de arma de fogo e, em seguida, fugido do local.
Na decisão, o juiz rejeitou o pedido da defesa para revogação da prisão preventiva ou substituição por medidas cautelares e determinou o prosseguimento da ação penal. Também foi marcada a audiência de instrução e julgamento para o próximo dia 30 de junho de 2026.
Paulo Henrique e Kaysa Évyla respondem por homicídio qualificado, que teria sido praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ao analisar a resposta apresentada pela defesa de Paulo Henrique, o magistrado entendeu que os argumentos relacionados à suposta fragilidade das provas, à divergência na descrição física do suspeito e a possíveis irregularidades no reconhecimento pessoal deverão ser analisados durante a instrução processual, não sendo suficientes para encerrar a ação penal nesta fase.
Na decisão, o juiz destacou que a denúncia está amparada por elementos de prova considerados relevantes, entre eles um laudo de microcomparação balística que teria vinculado uma arma apreendida com o acusado aos estojos encontrados na cena do crime.
Em relação à prisão preventiva, o magistrado afirmou que permanecem presentes os requisitos que justificaram a medida cautelar. Entre os fundamentos citados estão a gravidade concreta do crime, descrito como uma execução realizada com múltiplos disparos de arma de fogo em via pública, além da necessidade de preservar a instrução criminal.
O juiz também mencionou informações constantes nos autos sobre uma suposta tentativa de intimidação ou eliminação de uma testemunha presencial do caso, circunstância que, segundo a decisão, demonstra risco à produção de provas.
Com isso, foi mantida a prisão preventiva de Paulo Henrique e negado o pedido de aplicação de medidas cautelares alternativas. Já Kaysa Évyla chegou a ser presa, mas ela conseguiu anteriormente na Justiça a conversão da prisão preventiva em domiciliar com aplicação de medidas cautelares.
A audiência de instrução e julgamento deverá reunir acusação, defesa, testemunhas e os réus para a oitiva das partes e a produção de provas.
Na ocasião do crime, o delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o assassinato pode ter ocorrido por vingança, pois a mulher que foi presa, teria sido alvo de um atentado em 2025, junto com familiares.
“Ela foi identificada como cunhada do outro autor, que foi até o local para matar a vítima”, disse o delegado.
A polícia afirmou que não haviam indícios de participação da vítima nesse atentado ocorrido em 2025.
Fonte: Cidade Verde