/
O pai de Gutenberg Pereira da Silva, de 33 anos, foi feito refém e utilizado como escudo humano por criminosos durante a ação que terminou com a execução do filho, na madrugada desta quinta-feira (16/07), no bairro Porto Alegre, zona Sul de Teresina.
A informação foi confirmada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso.
Segundo as investigações iniciais, cinco homens encapuzados invadiram primeiro a residência do idoso e o obrigaram a indicar onde o filho estava.
Em seguida, o grupo atravessou a rua levando o pai da vítima à frente da ação até a casa onde Gutenberg dormia com familiares.
No imóvel, os suspeitos arrombaram a porta, renderam as pessoas que estavam na residência e iniciaram buscas por Gutenberg.
Entre os presentes estavam o irmão da vítima, a mãe de crianças que estavam na casa e vários menores de idade, incluindo um recém-nascido.
De acordo com o delegado Danúbio Dias, do DHPP, Gutenberg tentou se esconder no banheiro, mas foi localizado pelos criminosos. No local, ele foi atingido por pelo menos 17 disparos de arma de fogo e morreu antes da chegada do socorro.
Extensa ficha criminal
Durante as diligências, a Polícia Civil também confirmou que Gutenberg possuía um extenso histórico criminal.
Conforme o delegado, ele já havia sido preso em diferentes ocasiões desde 2015 e era investigado por diversos crimes.
Entre os antecedentes, está a participação no assassinato de Bartolomeu Gabriel Oliveira Gomes, ocorrido em 2024.
Segundo a investigação, Gutenberg integrou o grupo responsável pelo sequestro, tortura e execução da vítima, cujo corpo foi posteriormente ocultado e abandonado.
Além desse caso, os registros policiais apontam passagens por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, receptação, ameaça, injúria, lesão corporal no contexto de violência doméstica e latrocínio.
Apesar do histórico da vítima, o DHPP concentra os trabalhos na identificação dos autores da execução e na motivação do crime.
A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e realizando diligências para localizar os cinco suspeitos envolvidos na ação criminosa.
![]()
Histórico criminal da vítima
Gutenberg havia sido preso por participação no assassinato de Bartolomeu Gabriel Oliveira Gomes, de 22 anos. Na época do crime, em outubro de 2024, o corpo da vítima foi encontrado em um terreno baldio. A vítima chegou a ser sequestrada e dias depois foi encontrada morta. O jovem, segundo a polícia, foi morto por ser membro de uma facção criminosa e frequentar a área de outra facção.
"A última vez que eu prendi a vítima foi no ano passado, em decorrência do assassinato do Bartolomeu Gabriel. Essa vítima em questão, o Bartolomeu Gabriel, foi sequestrada, torturada e executada. A vítima participou ativamente desse crime barba contra o Bartolomeu Gabriel. Na ocasião, ele sequestrou o Bartolomeu no clube do River e levou até o apartamento dele, onde o Bartolomeu Gabriel foi torturado, em seguida foi executado, teve o corpo enterrado, desenterrado e por fim abandonado", disse o delegado à TV Antena 10.
O delegado Danúbio Dias informou ainda que a vítima possuía um histórico criminal extenso. Ele já havia sido preso anteriormente por porte ilegal de arma de fogo e também era investigado por envolvimento com o tráfico de drogas, incluindo maconha e cocaína. Registros obtidos pelo A10+ mostram que Gutemberg Pereira da Silva acumulava ao menos 16 registros de procedimentos policiais ao longo dos últimos anos, com ocorrências que vão de 2015 a 2026. Entre os registros há passagens por tráfico de drogas, receptação, ameaça, injúria e lesão corporal no contexto de violência doméstica, latrocínio e homicídio.
"Eu já venho prendendo a vítima desde 2015. Tem uma ficha criminal extensa, enorme. Eu interroguei a vítima no sistema prisional e naquela ocasião a vítima tinha perdido o rim. Em razão disso conseguiu a liberdade e logo depois cometeu um latrocínio", detalhou.

Com informações do Conecta Piauí e Portal A10+