/ (Foto: Daniela Meneses)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Picos já contabiliza, somente em 2026, a apreensão de 2,5 toneladas de entorpecentes.
O número, considerado recorde, evidencia o papel da cidade como um dos principais pontos de combate ao tráfico de drogas no Nordeste.
Segundo o inspetor Adel Barbosa, chefe de policiamento da 4ª Delegacia da PRF em Picos, a localização estratégica da cidade contribui para o alto volume de apreensões.
“Picos é o segundo maior entroncamento rodoviário do Nordeste, só perde para Feira de Santana, na Bahia. Isso a torna uma rota do tráfico, infelizmente”, destacou.
Grandes operações
Entre as apreensões mais recentes, estão os 273 quilos de entorpecentes encontrados em um caminhão e a maior operação do ano, em maio, quando a PRF interceptou 1,4 tonelada de drogas escondida em carga de milho.
“Eles utilizam caminhões com fundo falso para tentar enganar a fiscalização. Mas nossa experiência e treinamento permitem identificar inconsistências durante a abordagem”, explicou Adel.

Fiscalização de rotina
O inspetor ressaltou que as apreensões não dependem apenas de denúncias, mas são fruto de abordagens de rotina.
“O policial é treinado desde o curso de formação para identificar sinais de tráfico. Muitas vezes, o nervosismo do condutor ou contradições sobre a carga levantam suspeitas e levam à descoberta da droga”, afirmou.
Após a apreensão, os entorpecentes são incinerados em cerâmicas da região, com acompanhamento do Ministério Público e órgãos de vigilância sanitária. Já os motoristas flagrados são conduzidos à Polícia Federal ou Civil e autuados por tráfico.
“A maioria desses condutores é cooptada pelo crime organizado. Muitos são caminhoneiros em dificuldades financeiras e acabam aceitando transportar a droga”, relatou.
A PRF atua em conjunto com a Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar para intensificar o combate ao tráfico.
Apesar dos resultados expressivos, Adel Barbosa reconhece que parte das cargas ainda consegue passar.
“É humanamente impossível fiscalizar todos os veículos. Mas com estatísticas, experiência e até o apoio de cães farejadores, conseguimos interceptar a maioria”, concluiu.
Por Daniela Meneses
Com informações do Grande Picos