/ (Fotos: Leandro Cruz)
A Delegada da Polícia Civil de Picos, Robianne Nunes, detalhou a operação integrada realizada na tarde desta quinta-feira (27), na zona rural de Geminiano, que terminou com a morte de dois homens suspeitos de envolvimento em homicídios e outros crimes violentos registrados em Picos e na macrorregião.
A ação contou com a participação de equipes da Polícia Civil, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) e da Força Tática do 4º Batalhão da Polícia Militar. A operação foi resultado de um trabalho de investigação conduzido pela 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Picos, com o objetivo de localizar suspeitos e reunir elementos relacionados a crimes violentos ocorridos recentemente.
Em entrevista, Robianne Nunes explicou como as investigações chegaram aos suspeitos e detalhou a dinâmica da operação, que teve como um dos principais alvos Francisco César da Silva Alves, de 19 anos, conhecido como “Júnior”.
Delegada Robianne explica origem da investigação
Segundo Robianne Nunes, a operação foi desencadeada a partir de informações reunidas durante as investigações de homicídios ocorridos em Picos e municípios da região.
Um dos crimes investigados é o assassinato de Kayk Darley Bezerra de Sousa, de 18 anos, morto a tiros na noite do último domingo (23), em um bar localizado no bairro Parque de Exposição, em Picos. Outras duas pessoas também ficaram feridas no ataque.
De acordo com a delegada, os levantamentos realizados pela Polícia Civil apontaram Francisco César como um dos envolvidos diretamente na execução da vítima.
A investigação também teria identificado Wellington Otaviano, conhecido como “Lorão”, como uma pessoa que estaria por trás da ordem para a execução.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime tenha relação com uma organização criminosa.
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Júnior era apontado como executor do homicídio
Durante a entrevista, a delegada destacou que Francisco César já estava no radar das forças de segurança por suspeita de envolvimento em outros crimes violentos.
Segundo a investigação, Júnior teria sido o responsável por executar Kayk Darley e teria agido seguindo uma determinação atribuída a Wellington Otaviano.
O suspeito foi localizado durante o cumprimento de mandados de busca no Assentamento União, na zona rural de Geminiano.
Conforme a Polícia Militar, as equipes foram recebidas a tiros quando chegaram ao imóvel, dando início a um confronto.
Júnior foi baleado e recebeu atendimento dos policiais. Ele foi encaminhado ao Hospital Regional Justino Luz, em Picos, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a PM, uma pistola calibre .380, um carregador e munições foram encontrados com o suspeito.
Segundo suspeito também entrou em confronto
Após o primeiro confronto, as equipes continuaram as diligências para localizar outros integrantes do grupo.
Durante as buscas, os policiais localizaram Edmilson Ulisses dos Santos, de 51 anos. Segundo a Polícia Militar, ele também teria reagido à abordagem e entrado em confronto com os agentes.
Edmilson foi baleado e encaminhado ao Hospital Regional Justino Luz, mas morreu após dar entrada na unidade.
Com ele, os policiais encontraram um revólver calibre .38, com munições deflagradas.
Segundo o coronel Alves, comandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE), Edmilson seria responsável pelo armazenamento de drogas e armas utilizadas pelo grupo investigado.
Polícia aponta atuação organizada do grupo
A operação também resultou na apreensão de outros materiais que deverão ser analisados no decorrer da investigação.
Entre os itens apreendidos estão uma pistola calibre .380, um revólver calibre .38, uma espingarda, munições, dois aparelhos celulares, duas balanças de precisão e substâncias semelhantes a maconha e cocaína.
De acordo com a Polícia Civil, o imóvel localizado no Assentamento União seria utilizado como esconderijo e também para o armazenamento de armas e drogas.
Para a investigação, a análise desses materiais poderá ajudar a identificar outros integrantes e esclarecer a atuação do grupo na região.
“Lorão” conseguiu fugir para área de mata
Durante a operação, Wellington Otaviano, o “Lorão”, apontado pela Polícia Civil como integrante de uma facção criminosa e suspeito de ordenar ações violentas, conseguiu fugir.
Segundo as informações policiais, ele entrou em uma área de mata e passou a ser procurado pelas equipes.
A delegada Robianne Nunes destacou que as buscas e as investigações continuam com o objetivo de localizar o suspeito e esclarecer sua participação nos crimes investigados.
Wellington é considerado foragido.
Polícia investiga possível relação com outros homicídios
Além da morte de Kayk Darley, a DHPP de Picos também apura uma possível ligação dos investigados com outro homicídio ocorrido no dia 15 de agosto, em um motel localizado em Picos.
A investigação busca verificar se existe conexão entre os crimes e se os mesmos suspeitos ou integrantes da mesma organização criminosa participaram das diferentes ocorrências.
A Polícia Civil deverá continuar ouvindo testemunhas, analisando materiais apreendidos e cruzando informações para estabelecer a dinâmica dos homicídios e a responsabilidade individual de cada investigado.
Operação reforça integração das forças de segurança
A delegada Robianne Nunes ressaltou, durante o relato sobre a operação, a importância do trabalho integrado entre as forças de segurança para o avanço das investigações e o enfrentamento aos grupos envolvidos em crimes violentos.
A ação reuniu policiais civis e militares em uma operação planejada a partir dos elementos levantados pela investigação da DHPP.
Enquanto as equipes continuam as buscas por Wellington Otaviano, a Polícia Civil dará prosseguimento à investigação para esclarecer completamente os homicídios e identificar outros possíveis envolvidos.
O objetivo, segundo as autoridades, é desarticular a atuação de grupos criminosos responsáveis por crimes violentos em Picos e nos municípios da macrorregião.
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