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Caso Gisele: laudo descarta suicídio e aponta assassinato; PM foi preso

04/09/2026 | Redação
Caso Gisele: laudo descarta suicídio e aponta assassinato; PM foi preso / Foto: Reprodução/Redes sociais

Por SBT News

Um laudo complementar do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo concluiu que a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana foi assassinada e descartou a hipótese de suicídio, considerada incompatível com os elementos analisados na investigação.

O documento, obtido pelo SBT News e assinado pela perita Amanda Rodrigues Marinone, aponta incompatibilidades materiais entre a versão apresentada inicialmente e os vestígios encontrados na cena do crime.

Segundo o laudo, a análise dos padrões de manchas de sangue e de outros elementos objetivos identificados no apartamento contradiz a hipótese de que Gisele tenha tirado a própria vida.

“A avaliação do conjunto de padrões de manchas e demais elementos objetivos identificados no local contradizem a hipótese de evento suicida”, afirma um trecho do documento.

O Instituto de Criminalística também aponta que os elementos técnico-periciais são compatíveis com a presença de uma segunda pessoa no apartamento onde a policial foi encontrada morta.

O advogado, José Miguel da Silva Júnior, que representa a família de Gisele, afirmou que jamais teve dúvidas de que a morte de sua cliente foi um feminicídio e que o laudo do Instituto de Criminalística reforça as provas de que o acusado, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa, viúvo de Gisele, é o autor do crime. Ele está preso.

A Agência SBT procurou a defesa do tenente-coronel, mas não houve retorno até o momento.

Relembre o caso

Gisele Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia, no bairro do Brás, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro de 2026. O principal suspeito é Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.

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Inicialmente, Geraldo afirmou que a esposa havia cometido suicídio enquanto ele tomava banho. A investigação da Polícia Civil e os laudos periciais, porém, contestaram essa versão.

Os investigadores também apontaram indícios de manipulação da cena do crime, como vestígios de sangue incompatíveis com a hipótese de suicídio e sinais de tentativa de ocultação de provas.

Acusação do Ministério Público

Após denúncia do Ministério Público, a Justiça aceitou a acusação e tornou Geraldo Leite réu em 18 de julho.

Ele responde por feminicídio qualificado, cometido em contexto de violência doméstica, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

O tenente-coronel também responde por fraude processual, por suposta tentativa de alterar a cena do crime.

Geraldo Leite está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.

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