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Trabalhadores dos Correios no Piauí podem deflagrar uma greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira (11).
A decisão será tomada pela categoria durante assembleias estaduais previstas para a noite desta quinta-feira (10), realizadas simultaneamente em diferentes estados do país.
Os encontros deverão reunir trabalhadores para avaliar a proposta apresentada pela direção da empresa e deliberar sobre a adesão ao movimento grevista.
Caso a paralisação seja aprovada, os empregados poderão iniciar o movimento a partir desta sexta-feira.
Categoria critica condições de trabalho e fechamento de agências
Entre as principais reclamações apresentadas pelos trabalhadores estão as condições de trabalho, a precarização dos serviços e o fechamento de unidades dos Correios.
Segundo os sindicatos, a redução da estrutura da empresa tem provocado impactos diretamente na rotina dos empregados e no atendimento oferecido à população.
A categoria defende o fortalecimento dos Correios e reivindica medidas que garantam melhores condições para os trabalhadores, além da preservação dos direitos previstos nas relações trabalhistas.
Sindicato cobra manutenção de direitos
O presidente do SINTECT-PI, Edilson Rodrigues, afirma que os trabalhadores não pretendem aceitar mudanças que, segundo a entidade, representariam perda de direitos e aumento dos sacrifícios impostos à categoria.
“Os trabalhadores dos Correios estão reivindicando condições melhores de trabalho, a manutenção de direitos e o fortalecimento da empresa. Não aceitaremos retrocessos às custas de quem mais faz sacrifícios para erguer os Correios”, afirmou Edilson Rodrigues.
A entidade sindical sustenta que a discussão sobre o futuro da empresa precisa considerar tanto a situação dos empregados quanto a necessidade de manutenção e ampliação dos serviços prestados à população.
Plano de saúde também está entre os pontos de divergência
Outro ponto de preocupação apresentado pelos sindicatos envolve o plano de saúde dos empregados.
Segundo as entidades representativas, a direção dos Correios estaria buscando retirar da estatal a obrigação de atuar como mantenedora do plano de saúde dos trabalhadores.
Para os sindicatos, a mudança poderia representar uma alteração significativa nas condições atualmente oferecidas aos empregados e é vista como um dos principais pontos de resistência durante as negociações.
Categoria também questiona retirada de cláusulas do acordo coletivo
Além da questão relacionada ao plano de saúde, os trabalhadores criticam uma proposta que, segundo os sindicatos, prevê a retirada de cláusulas atualmente previstas no acordo coletivo.
Entre os benefícios citados estão o adicional de 70% de férias, o descanso remunerado e o tradicional Vale-Peru.
A categoria considera que a retirada dessas cláusulas representa perda de direitos conquistados ao longo das negociações coletivas e defende sua manutenção.
Decisão será tomada nas assembleias
A definição sobre a paralisação ficará a cargo dos próprios trabalhadores durante as assembleias estaduais marcadas para esta quinta-feira (10).
No Piauí, a categoria deverá avaliar os pontos apresentados nas negociações e decidir se aprova ou não a adesão ao movimento nacional.
Caso a greve seja aprovada, a paralisação poderá afetar atividades de atendimento, distribuição e demais serviços realizados pelos Correios, conforme a adesão dos trabalhadores e a organização do movimento.
Até a decisão das assembleias, a greve ainda não está oficialmente deflagrada no estado.
O resultado das reuniões deverá definir os próximos passos da categoria e das negociações com a direção dos Correios.