/ Foto: Cidade Verde
O levantamento preliminar sobre a morte de Alan Jefferson Messias da Silva, de 22 anos, assassinado a tiros nesta terça-feira (15), no bairro Morro da Esperança, zona Norte de Teresina, aponta que ele pode ter sido morto por engano.
A Polícia Militar do Piauí, que atendeu a ocorrência, fez o levantamento inicial que mostrou que a vítima não possuía antecedentes criminais, mas estava no carro com um outro homem que possui uma vasta ficha criminal.
O comandante do Policiamento Metropolitano (CPM), coronel Pitombeira, afirma que Alan estava em um carro acompanhado de um homem como Anderson, conhecido como Boca Louca. Ele é conhecido no mundo do crime e foi preso em 2019, na Vila Jerusalém, por suspeita de envolvimento do assassinato do jogador de futebol, Helton Carlos dos Santos Sousa, 18 anos.
Boca Louca também teria escapado de atentados anteriores. Na morte de Alan, Boca Louca se desvencilhou do ataque, enquanto Alan foi atingido fatalmente.
“O que a gente recebeu de informações preliminares é que o alvo não seria a vítima que veio a óbito, mas sim a segunda pessoa que estava no carro e se desvencilhou. Essa segunda pessoa já é um indivíduo conhecido, inclusive envolvido na morte de um rapaz na Vila Operária, um jogador, um jovem promissor, em 2019, que foi morto por engano”, explica o coronel.
Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximam do carro onde Alan estava. Nas imagens, o veículo aparece parado, com duas portas abertas, quando os suspeitos chegam e param a motocicleta próximo ao automóvel.
Um dos homens, que estava na garupa, desce da moto e efetua vários disparos contra o lado do motorista. Em seguida, outra pessoa sai do veículo pelo lado do passageiro e corre. Os suspeitos também atiram na direção dela.
As imagens mostram ainda uma terceira pessoa deixando o carro pelo lado do passageiro durante a fuga dos suspeitos. Até o momento, não há informações sobre a identidade dessas pessoas nem sobre feridos.
A suspeita é de acerto de contas entre indivíduos pertencentes a facção criminosa. Agora, o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).