
No começo de 2008, Tiago Luis, um atacante do Santos de apenas 18 anos na época, foi capa do jornal espanhol "Marca", que o chamava de Messi Brasileiro e o colocava na mira do Real Madrid. Pouco tempo depois, a comparação foi com outro craque: Ronaldo, o Fenômeno. A situação 'abriu os olhos' do Santos, que renovou o vínculo com sua promessa e colocou uma multa rescisória de 33 milhões de euros. Quase cinco anos depois, o vínculo está para se encerrar e o atacante, aos 23 anos, pode deixar a Vila Belmiro de graça.
O contrato de Tiago Luis com a equipe comandada por Muricy Ramalho é válido até o dia 28 de janeiro. O jogador diz que até agora não foi procurado para discutir uma eventual renovação e tem recebido propostas de outros clubes. Se não houver um acerto até o dia 3, ele se reapresentará normalmente junto com Neymar e companhia. Espera, enfim, encontrar com a diretoria do clube para definir seu futuro.
"A gente sempre pensa nisso (na alta multa rescisória). Mas aí não é preocupação minha. O Santos que tem que resolver isso, se eu estou valendo 33 milhões de euros ou não, ou quanto é o meu valor. Depende de mim mostrar dentro de campo. Se eu fizer o meu trabalho bem feito, o preço aumenta, me valoriza. Creio que tenho muito a mostrar ainda para o Brasil, para ao mundo", afirmou o atacante ao UOL Esporte.
Neste período, Tiago foi emprestado algumas vezes para clubes do interior paulista - defendeu a Ponte Preta, o XV de Piracicaba e, mais recentemente, o Bragantino. Mas é de uma passagem pelo futebol europeu que o "Messi Brasileiro" mais se arrepende. Em 2009, com pouco espaço no Santos, ele foi emprestado para o União Leiria, de Portugal, onde atuou por dez meses. O problema é que em seis meses ele ficou sem receber salário. Deixou o clube, voltou para o Brasil e, atualmente, está na justiça contra os portugueses.
Tiago, que curte férias no interior de São Paulo ao lado da família e da namorada, mostra um certo incômodo ao falar das comparações que foram feitas no comecinho de sua carreira. Se exime de qualquer responsabilidade e admite que "é pesado" lidar com o status de "Messi Brasileiro".
"Nem foi minha culpa esse apelido. Foi a imprensa da Espanha que colocou isso. E colocaram porque quiseram. Claro que ser comparado a eles foi gratificante para mim, viram que eu tinha potencial. Mas as coisas não aconteceram do jeito que a gente imaginava dali para a frente e o rótulo de 'novo Messi' pegou de uma forma prejudicial para mim", lamentou.
Fonte: UOL