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Trabalho escravo ainda faz vítimas no estado do Piauí

22/01/2014 | Edivan Araújo
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No estado do Piauí de 2003 a 2012 foram resgatados 716 trabalhadores que viviam em fazendas e empresas em regime de semiescravidão. Para uma maior conscientização sobre o trabalho escravo no Estado, o Fórum de Erradicação do Aliciamento e de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo no Piauí e a Secretaria da Assistência Social e Cidadania promovem, na próxima sexta-feira, a “Blitz Educativa” sobre o trabalho escravo.

A cada ano, o Piauí avança na erradicação do trabalho análogo ao de escravo. As políticas públicas aplicadas neste âmbito alertam à população e fazem um trabalho de prevenção, o que vem acarretando na diminuição dos índices de aliciamento e exploração de trabalhadores rurais. Nos últimos 3 anos, o Piauí, que já esteve entre os Estados com maior número de ocorrências de trabalho escravo, caiu no ranking e atualmente se encontra na 10ª posição.

A data, 24 de janeiro, uma alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado em todo dia 28 de janeiro de cada ano, por simbolizar a chacina de Unaí, onde 4 servidores do Ministério do Trabalho foram assassinados no ano de 2004, quando apuravam denúncias de trabalho escravo.

A Blitz Educativa acontece no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), município de Altos, no horário de 8h às 10h; no período da tarde, o posto da PRF, localizado na zona Sul de Teresina, fará a divulgação das informações quanto às ações de combate ao trabalho escravo, no horário de 15h às 17h30.

O trabalho escravo ocorre hoje não só nas zonas rurais, mas também, nas zonas urbanas, envolvendo mulheres, crianças e migrantes estrangeiros.

Uma medida eficaz no combate ao Trabalho Escravo no país é a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 57/A), que prevê o confisco de terras onde for encontrado trabalho escravo, pois nesse caso a terra não está cumprindo sua função social prevista na Constituição Federal.

No Piauí, a Secretaria da Assistência Social e Cidadania integra o Fórum de Erradicação, Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo, por meio de sua Gerência de Enfrentamento ao Trabalho Escravo.


Fonte: Meio Norte

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