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Piloto que salvou 44 passageiros da morte diz não se sentir herói; vídeo!

31/03/2014 | Edivan Araujo
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O comandante Eduardo Verly, 45, da Avianca, diz que não se sente um herói menos de dois dias depois de ter feito um bem-sucedido pouso de emergência no aeroporto de Brasília e ter salvo a vida 44 passageiros que estavam a bordo. O incidente ocorreu na tarde da última sexta-feira (28), porque o trem de pouso não funcionou. A capacidade máxima da aeronave é de 100 pessoas.

"Sei que as pessoas estão me achando herói, mas não sinto um herói. Dou risada quando ouço porque acho engraçado. Mas sou uma pessoa normal, que foi treinada e seguiu todos os procedimentos em casos assim."

A "ficha", segundo o comandante, só caiu no hotel, mais de duas horas depois de o Fokker-100 da Avianca em que estava ter aterrissado sem o trem de pouso dianteiro na pista de Brasília -ninguém se feriu no acidente.

Católico não praticante, disse que "conversou bastante" com Deus depois que tudo acabou bem. "Tenho que agradecer pela frieza, pela calma e pelas tomadas de decisão. Mas na hora, dentro do avião, não pensei em nada."

“Tudo que veio na minha cabeça foi tudo aquilo que a gente sempre treinou e sempre fez no simulador e eu nenhum momento eu pensei em cair. Enquanto o avião tiver asas mesmo que ele perca os motores ele vai planar”, destacou o comandante Eduardo Verly.
Na hora, diz, o "pouso foi o mais manteiga da minha vida" –"pouso manteiga" é um pouso suave, no jargão da aviação. De acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), o piloto informou o problema à torre de comando às 17h05 e pousou às 17h55.

A pista onde o avião pousou –há duas no aeroporto– só reabriu três horas depois.

Antes do pouso forçado, Verly foi obrigado a gastar o combustível do avião, para a aeronave aterrissar de maneira mais leve e reduzir a velocidade do pouso e o risco de explosão. Para tal, voou sobre Brasília por 50 minutos.

Durante esse período, o piloto declarou à tripulação e passageiros que faria um pouso de emergência. Em terra, equipes do Corpo de Bombeiros ficaram de prontidão para despejar espuma sobre a pista. O procedimento reduziu o atrito do avião com o solo.

Os passageiros foram retirados por escorregadeiras infláveis acionadas nas duas portas dianteiras do avião.

A FAB considera que, diante da emergência, o pouso foi satisfatório. Ao aterrissar, o avião tocou o solo primeiro com o trem traseiro.

Ninguém se feriu, segundo a Avianca e a concessionária Inframérica, que administra o aeroporto de Brasília. O copiloto teve dores na coluna. Ele foi atendido em um hospital na capital federal.

O Fokker-100 acidentado, prefixo PR-OAF, fez o primeiro voo em 1992 e está na Avianca desde 2006. O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) irá apurar o acidente. Entre as possibilidades estão falha hidráulica, elétrica ou mecânica.

O órgão disse que não tem prazo para concluir a investigação. Em nota, a Avianca disse que o pouso foi seguro e que prestou assistência aos passageiros.

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Assista o Vídeo aqui:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fX1g6bujhu0

Fonte: Com informações da Folha Online

 

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