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Preconceito atrapalha desempenho de vacinação contra HPV

02/04/2014 | Edivan Araujo
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A divulgação da campanha e o preconceito estão atrapalhando o desempenho da campanha de prevenção ao HPV. A saída é levar a vacina onde os jovens estão. O posto de vacinação tem pouca procura e tentar intensificar a próxima etapa da vacina. “A vacina contra HPV está tendo baixa adesão.”, lamentou o médico oncologista do Hospital Universitário, Eid Coêlho.

Segundo o cirurgião, não existe câncer do colo do útero sem HPV. E ele disse que são cerca de cem tipos de HPV, sendo que vacina imunize quatro tipos. “O HPV 16 e 18 são responsáveis por três de cada quatro casos de câncer de colo do útero. Correspondem a 70% dos casos.”, adiantou. 

Eid Coelho informou que no Brasil são de 15 mil de câncer de colo de útero decorrentes do HPV. No Piauí são 500 casos novos. “ Não tem câncer de colo sem HPV. Por ano morrem 5 mil mulheres decorrentes de câncer no Brasil. No Piauí são 100 mulheres que morrem por câncer de colo de útero. A causa é o HPV.”, enfatizou.

O médico estranha que tem a vacina para proteger, mas existem reações a imunização. Para tentar minimizar o problema, a vacinação está indo às escolas para tentar vacinar as meninas entre 11 e 13 anos contra o HPV. 

“Não tem porque não tomar a vacina. As principais formas de pegar HPV é a relação sexual, o contato com roupa e pelo canal do parto. Mas a roupa e canal do parto são os menores índices de contágio”, explica o médico oncologista.

Eid Coelho considera que o problema para o baixo índice da vacinação pode ser a própria campanha que esfriou e o preconceito. Além do que algumas pessoas falam em relações colaterais.

A meta é que até o final do ano sejam vacinadas 4,5 milhões de meninas entre 11 e 13 anos. Até agora foram vacinadas 2,5 milhões de meninas. Mas ele considera que ainda e preciso atrair mais o público alvo.

“Esperávamos que no início da vacinação houvesse um procura mais alta. A vacinação está indo aos colégios e as pessoas não procuram os postos de vacinação. Algumas por medo de reação e o lado negativo da internet. Tem informações desencontradas. Tem colegas médicos que são contrários a vacinação por conta de efeitos adversos. Mas nada comprovado.”, argumentou Eid Coelho.

Fonte: Portal Az

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