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Nova dengue ainda não registrada no Piauí; profissionais alertam para Copa

25/04/2014 | Edivan Araujo
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A Febre Chikungunya, conhecida como a “Nova Dengue”, ainda não foi detectada no Piauí, no entanto, o vetor circula no estado desde 2007. Com a proximidade da Copa do Mundo, a possibilidade de a doença se manifestar no país é maior. Por conta disso, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) reforça o alerta para o combate ao Aedes aegypt, mosquito que também transmite o vetor causador da Chikungunya, assim como o da dengue tradicional.

A doença recebe esse nome por significar “aqueles que dobram”, referente à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Segundo relatório da Sesapi apresentado recentemente ao Ministério da Saúde, a doença ainda não se manifestou no estado. “Temos somente o vetor, nenhuma notificação da doença. No entanto, devemos ficar em alerta principalmente por conta da grande movimentação que se aproxima com a Copa do Mundo”, comenta o coordenador estadual de Vigilância em Saúde, Inácio Lima.

A infecção pelo vírus Chinkungunya provoca febre alta, dor de cabeça, dores articulares e dores musculares mais fortes e intensas que a dengue, além de maior duração de tempo. “Enquanto o período médio de incubação da dengue é de duas semanas, o da Chinkungunya pode durar até meses”, explica Inácio Lima.

A doença é mais comum nos países da África e a região do Caribe, no entanto, o Ministério da Saúde já registrou algumas notificações na região norte do Brasil e alerta a fiscalização para o período da Copa da Fifa, momento em que o fluxo de pessoas de outros países, inclusive dos que possuem o grandes registros da doença, estará maior.

A Sesapi reitera que é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros das espécies, que são exatamente as mesmas para o controle da dengue. Não deixar acumular água em recipientes, verificar se a caixa d´água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta. Os procedimentos de controle são semelhantes para ambos os mosquitos.

Chinkungunya
Sintomas - Embora os vírus da febre chikungunya e os da dengue tenham características distintas, os sintomas das duas doenças são semelhantes. Na fase aguda da chikungunya, a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dor muscular), exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite).

Esse é o sintoma mais característico da enfermidade: dor forte nas articulações, tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora. Ao contrário do que acontece com a dengue (que provoca dor no corpo todo), não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves, embora a artrite possa continuar ativa por muito tempo.

Diagnóstico - O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. As amostras de sangue para análise devem ser enviadas para os laboratórios de referência nacional. Casos suspeitos de infecção pelo CHIKV devem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde.

Tratamento - Na fase aguda, o tratamento contra a febre chikungunya é sintomático. Analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas. Manter o doente bem hidratado é medida essencial para a recuperação. Quando a febre desaparece, mas a dor nas articulações persiste, podem ser introduzidos medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia.

Prevenção - Não existe vacina contra febre chikungunya. Na verdade, a prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença.

Fonte: Com informações da Assessoria

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