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A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (11), em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, que não pretende demitir envolvidos no suposto esquema de desvio de recursos da Petrobras sem saber se eles têm ligação com o caso.
“Eu não posso condenar ninguém sem provas. Eu não farei. Não tomarei esse tipo de medida demagógica pré-eleitoral. Demito quem tem culpa, não posso demitir quem não tem”, declarou. A presidente disse que pediu informações sobre as investigações à Justiça e ao Ministério Público, mas teve o pedido negado, sob alegação de que a apuração corre sob sigilo.
"Eu acho que qualquer denúncia tem de ser apurada, doa a quem doer. Apure-se tudo e sempre. Ninguém está livre de ser investigado, ao contrário do que acontecia ontem, quando se engavetava ou não se investigava", afirmou a presidente. "Eu sou a favor, doa a quem doer. As pessoas têm de responder pelo que fazem, sejam de que partido sejam, sejam ligadas a quem, têm de explicar as coisas. Não vejo por que não. Que se faça então uma divulgação ampla, geral e irrestrita. E que não se esconda", afirmou.
"Se é verdade que o Ministério Público, no uso de suas atribuições legais, recorreu à delação premiada, se é verdade que a delação premiada foi assinada, ela só vai ser assinada e reconhecida se as pessoas que denunciam mostrarem provas. Então a deleção premiada tem provas, que é crucial para qualquer investigação", declarou.
Fonte: Com informações do G1