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A umidade do ar diz respeito à quantidade de vapor de água presente na atmosfera, que caracteriza se o ar é seco ou úmido e varia de um dia para o outro. Teresina está em alerta com médias abaixo de 30%, nível considerado crítico, pois, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa ideal varia entre 40% e 70%.ÂÂ
A baixa umidade do ar é característica do B-R -O-Bró, período que compreende os meses de setembro a dezembro, que são considerados os mais quentes do ano. Esse período exige determinados cuidados com a saúde.ÂÂ
Com a queda da umidade, existem duas preocupações principais. Além do ar poluído, as vias aéreas ficam mais ressecadas, o que favorece a intensificação de problemas respiratórios. O otorrinolaringologista Erick Barros explica que o tempo seco provoca o ressecamento das mucosas das vias aéreas, tornando a pessoa mais vulnerável a crises de asma e a infecções virais e bacterianas.ÂÂ
“O ressecamento pode causar sangramento nas narinas e rouquidão. Recomenda-se que as pessoas lavem o nariz com soro fisiológico e bebam, em média, de dois a três litros de água bem distribuídos por dia”, elucida o médico.ÂÂ
Em Teresina, as pessoas têm o hábito de usar ar-condicionado; porém, deve-se entender que o façam sem que deixe o ambiente muito frio. “Quanto mais frio, mais o tempo fica seco. E se for usar o ventilador, não colocar diretamente para o rosto”, explica. Baixa umidade do ar também causa outros problemas. O sangue fica mais denso por causa da desidratação e favorece o aparecimento de problemas oculares e alergias. Ademais, a pele e os olhos precisam ser protegidos. A baixa quantidade de vapor de água na atmosfera desfavorece ainda a ocorrência de chuvas no Estado.
Fonte:Jornal O Dia