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O presidente do Instituto de Águas do Piauí, Herbert Buenos Aires, defendeu agilidade na discussão e aprovação sobre a subconcessão dos sistemas de água e esgoto administradores pela Agespisa, porque a companhia fechou o ano no vermelho, com débito de R$ 75 milhões, e não pode assinar convênios e nem empréstimos para fazer investimentos. E com relação a divida, de acordo com Herbert Buenos Aires, foram pagos R$ 77 milhões no ano passado somente de multas e juros.
As dividas de R$ 1,1 bilhão são principalmente referentes a fisco e previdência, além de cobranças da Eletrobras. “O Estado tem que renegociar a dívida à medida que se transfere a Agespisa para o Instituto. A renegociação com a Eletrobras está em andamento. Tem que ser feito um encontro de contas entre Eletrobras e Agespisa. A Eletrobras deve ICMS ao Estado e é um rombo em torno de R$ 350 milhões de uma empresa para outra, com uma pequena vantagem para a Agespisa”, informou o presidente do Instituto.
Ele disse que a companhia está muito endividada e não tem capacidade nenhuma para investir. “O pior é que não consegue sequer assinar repasses com o Governo Federal. Não consegue, porque está negativada por conta dos débitos fiscais e previdenciários”, acrescentou.
Por conta desta inadimplência da Agespisa com o Governo Federal, o Governo do Estado tem que pagar mensalmente R$ 400 mil, esse valor estipulado em decisão judicial. “Não existe mais dinheiro para ser repassado para a Agespisa. A empresa não pode contratar de jeito nenhum. Não faz empréstimos. Não faz convênios e, portanto, não tem investimentos. A empresa fechou o ano passado com um negativo do patrimônio liquido de R$ 230 milhões. A companhia teve um prejuízo de R$ 75 milhões no ano passado”, finalizou Herbert Buenos Aires.
Fonte:Portal AZ