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O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) pediu à Justiça mais 30 dias para concluir o inquérito da fraude no concurso do Tribunal de Justiça e entregar o relatório completo ao desembargador Raimundo Eufrásio. A polícia alega que os 30 dias estabelecidos para encerrar as investigações não foram suficientes para realizar todas as diligências e colher todos os depoimentos necessários para o fechamento do caso.
Em conversa com o PortalODia.com o delegado Kleydson Ferreira, que preside as investigações, disse que ainda não é possível precisar uma data para entregar o inquérito ao TJ. “Mesmo já estando na fase final da investigação, é muito arriscado darmos uma data exata porque ainda temos que ir a campo e nunca se sabe que rumos o inquérito pode tomar. O fato é que dentro desses 30 dias, nós vamos encaminhar todo o apanhado para que se avalie a nulidade ou não do concurso”, diz o delegado
Os cinco candidatos suspeitos de envolvimento na fraude seguem soltos mediante o pagamento de fiança, mas encontram-se à disposição da Justiça e da polícia. Para o delegado Kleydson Ferreira, o fato dos investigados estarem livres já dificulta um pouco o andamento do inquérito. “A burocracia acaba ficando um pouco maior com as intimações, as conduções coercitivas por conta no não comparecimento e isso tudo interfere no andamento do processo”, explica o delegado.
A resposta para o pedido de ampliação do prazo de conclusão do inquérito foi recebida pela Justiça hoje (19), mas só deverá ser respondida amanhã (20) após o juiz analisar o caso.
Gabarito não oficial
Na semana passada, o PortalODia.com divulgou que o gabarito adquirido pelos suspeitos da fraude não era o oficial da organizadora do certame. Ele tinha apenas 70% de acerto e os outros 30% apresentavam respostas erradas para as questões. A polícia disse que, mesmo com o esquema, seria possível que os candidatos não conseguissem aprovação. O Tribunal de Justiça não foi encontrado para comentar o caso.
Tribunal mantém a validade do certame
Três dias depois da descoberta do esquema fraudulento, o TJ-PI informou que não anularia o certame, a menos que a polícia comprovasse a atuação de uma quadrilha que pudesse causar danos maiores aos mais de 40 mil candidatos que prestaram o exame.
Fonte:Portal O Dia