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A Polícia Civil irá paralisar suas atividades, a partir das 23h59min de hoje (19). A categoria afirma que permanecerá de braços cruzados por 72 horas, e volta ao trabalho às 23h59min de quarta-feira (22). A categoria reivindica a equiparação salarial com delegados e escrivães prometida pelo governo do Piauí.
"Reivindicamos um tratamento isonômico. Queremos ter uma relação de 60%", afirma Constantino Junior, do Sindicado dos Policiais Civis (Sinpolpi).
Apenas a Central de Flagrantes estará funcionando durante o período, e somente para crimes violentos. Delegacias das cidades do interior do estado estarão fechadas.
“No período da paralisação, serão atendidos, na Central de Flagrantes, os crimes de roubo, latrocínio, estupro, homicídio, idoso (vítima) e criança e adolescente (vítima)”, diz nota emitida pelo Sinpolpi. “esses crimes poderão ser registrados nas Delegacias Distritais e Especializadas, mas não serão objetos de investigação; nos demais crimes, não serão registrados e não terão nenhum procedimento de investigação e nem de cartório, através de oitivas”.
A decisão foi tomada em assembléia na última terça-feira (14). O indicativo de greve tem como objetivo alertar o governo estadual para uma série de reivindicações. A principal delas é o cumprimento do item sete do acordo feito em 2015 no Tribunal de Justiça do Piauí, durante processo de dissidio coletivo entre Governo do Estado e a Polícia Civil.
Naquela ocasião, o governo se comprometeu em formar uma comissão para implantar na legislação a relação salarial entre o maior e menor salário da categoria. O Sindicato dos Policiais Civis alega que já apresentou a proposta fundamentada e o governo nunca se pronunciou e nem apresentou uma contraproposta.
“O menor salário hoje é o de agente 3ª classe e o maior é o de delegado classe especial. Queremos que a relação entre a menor e maior não seja menor que 45%”, conta o diretor de imprensa do Sinpolpi, Thales Melo. Atualmente, a relação classe a classe de agentes para os delegados está no percentual de 35%, mas a categoria quer garantir pelo menos 60% da legislação, mesmo que o aumento não seja dado agora.
Fonte:Portal O Dia