Matéria / Polícia

Picos tem uma média de mais de um homicídio por mês em 2016

A maioria dos crimes foi praticada por arma de fogo e com requintes de violência.

14/09/2016 | Edivan Araujo
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O número de homicídios de 2016 em Picos, até o mês de setembro, já é quase o mesmo de todo o ano de 2015.  Até a última segunda-feira (12) já tinham sido registrados onze homicídios na cidade. A maioria dos crimes foi praticada por arma de fogo e com requintes de violência.

A primeira vítima em 2016 foi Hiata Anderson Feitosa Lacerda, de 38 anos, conhecido como “Boy”, ele foi assassinado em janeiro.

A segunda vítima de assassinato na cidade foi Francisco Lázaro Pereira dos Santos, de 16 anos, foi executado a tiros e golpes de faca, em fevereiro.

Antônio Camilo de Oliveira, 59 anos, conhecido como "Buchinho", foi morto em março com uma facada.

Francisco Carlos Borges, 35 anos, conhecido como “Macaquinho” foi morto em maio, alvejado por tiros.

Francisco das Chagas Edivirgens Santos, de 33 anos também foi morto em maio com golpes de faca.

Valdemar Vicente dos Santos, morto com um tiro no pairo em 20 de julho.

Cinco dias depois, José Gilberto de Carvalho Filho, de 45 anos foi morto, alvejado com dois tiros.

Após três dias, outro homicídio por arma de fogo, José Antônio de Sousa, assassinado com um tiro no peito.

No mês de agosto uma mulher foi encontrada morta com sinais de violência, ela foi identificada como Tarciana Maria Alencar, assassinada a pauladas e pedradas.

Em setembro, um morador de rua foi assassinado a pauladas, o crime aconteceu no bairro Junco.

Na última segunda-feira (12) Natanael Cortez Albuquerque foi vítima de uma possível execução, ele foi alvejado com quatro tiros.

Em 2015, foram registrados doze assassinatos, uma média de um a cada mês; número maior que em 2014, que foram nove homicídios. Em 2012 foram registrado 14 homicídios e nos anos seguintes (2013 e 2014) o números de assassinatos diminuiu para nove.

Dados da Secretaria de Segurança do estado mostram que no interior do estado, a quantidade de mortes violentas passaram de 120, em 2015, para 145 em 2016. Um crescimento de 20,8%.

Para o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar de Picos, Edwaldo Viana, desse total, é provável que tenha sido apenas quatro cidadãos mortos, o restante seria traficantes em ‘acerto de contas’. O comandante defende ainda que para uma cidade do tamanho de Picos, esses números são irrelevantes.

Comandante do 4º BPM de Picos, Edwaldo Viana

“São crimes inevitáveis, são traficantes se matando. Esse número de onze homicídios em uma cidade que tem mais de 70 mil habitantes e chega a cem mil pela sua população flutuante, isso é muito pouco. Picos para ser o segundo maior entroncamento do Nordeste, isso é muito pouco”, afirmou.

Fonte: Portal O Povo

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