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Na manhã desta sexta-feira (11) uma mobilização contra a PEC 241 –agora chamada PEC 55 – está sendo realizada em Picos e conta com a participação de estudantes, professores e servidores da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual e Instituto Federal, centrais sindicais, além de movimentos sociais.
A presidente da Adufpi (Associação dos Docentes da UFPI), Patrícia Vieira, fala a razão de movimento e explica o por quê a comunidade acadêmica é contra a aprovação da PEC 241.
Essa paralisação tem o objetivo de informar a população os malefícios da PEC. Informar quais os prejuízos que ela vai trazer, principalmente para a população mais pobre, que faz uso da universidade pública. Se a gente não tomar conta, infelizmente o governo vai cortar todos os recursos e congelar por mais de vinte anos, salários, recursos, investimentos, mostrar o quão ruim essa PEC é”, explicou.
O aluno do 6º período de Pedagogia da UFPI, Igor Mendonça, fala que a adesão ao movimento contra a medida, por parte dos estudantes é muito grande, ele explica também que há uma grande necessidade de mostrar para a sociedade o quanto essa PEC afeta o povo.
“Essa PEC atinge diretamente os direitos sociais do trabalhador, do jovem, do estudante, do negro, da mulher, da comunidade LGBT e a gente está aí para somar forças. Essa manifestação é para estar trazendo esse diálogo, essa discussão para a sociedade em geral”, contou o estudante.
A concentração dos manifestantes aconteceu próximo à passarela, do balão que dá acesso ao bairro Junco.
PEC 241
A medida vem causando muita polêmica por estabelecer um teto para o crescimento das despesas do governo federal e, assim, congelar os gastos durante 20 anos e alterar o financiamento da saúde e da educação no Brasil.
Por um lado, a PEC é considerada necessária para reduzir a dívida pública do país - que está em 70% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas) - e tirar a economia da crise fiscal. Por outro, é vista como muito rígida e acusada por críticos de ameaçar direitos sociais.
Segundo os críticos, tais restrições prejudicariam a qualidade e o alcance da educação e da saúde no país. Hoje, os gastos com esses segmentos podem crescer todo ano. As despesas com saúde, por exemplo, receberam um tratamento diferenciado na Constituição de 1988, a fim de que ficassem protegidas das decisões de diferentes governos.
Fonte: Portalopovo