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Crise joga economia do Nordeste na lona e recuo em 12 meses é de 6%

Além de uma retração de 6% no PIB regional, houve aumento do desemprego em 14,1%, contra 11,8% no país

19/12/2016 | Edivan Araujo
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Em contraste com o que ocorreu até o país entrar na sua mais dura crise econômica em 80 anos, quando foi a região do país que mais cresceu, agora o Nordeste padece com a redução da atividade econômica e é quem mais tem perdido com ela.

A informação está na edição da Folha de S. Paulo e no Portal UOL nesta segunda-feira.

Segundo a reportagem, a queda acentuada de 6% no Produto Interno Bruto da Região nos últimos 12 meses resulta de uma combinação de renda mais baixa que a média nacional, alta dependência dos municípios por verbas públicas e a falta de reajuste do Bolsa Família em 2015, entre outros fatores.

Além de uma retração de 6% no PIB regional, houve aumento do desemprego em  14,1%, contra 11,8% no país. Com menos gente empregada, a renda também teve uma queda.,

Além da queda, o coice, pois segundo a UOL, mesmo tendo perdido força, a inflação nas principais capitais do Nordeste, é mais alta que a média nacional, com índices acumulados em 12 meses acima de 8% em Salvador, Recife e Fortaleza.

Sobem os preços, caem as vendas, pois há um impacto negativo sobre a renda. As vendas do comércio na região caíam mais de 10% em 12 meses.

Thobias Silva, economista-chefe da Federação das Indústrias de Pernambuco, explica que além de sofrer mais por causa da renda menor e de ser altamente dependente do setor público, agora em crise, o Nordeste vive um fato externo extremo, a seca que já dura quase cinco anos.

Mas ele diz que a crise na região é heterogênea, com Estados como Pernambuco ainda menos afetados devido ao boom de investimentos que receberam até o fim do governo Lula, em 2010.

No quadrimestre até setembro, por exemplo, Pernambuco teve superavit de R$ 500 milhões e vem pagando suas contas em dia.

Contudo, no setor público a crise a crise derrubou a arrecadação das prefeituras, que são, em todos os Estados da região, os principais empregadores.

A região concentra o maior número de pequenos municípios do país, com uma dependência de mais de 80% em verbas repassadas pela União. Na média, a receita total deles voltou ao nível de 2010 em termos reais, enquanto as despesas aumentaram no período.

Além da demissão de funcionários sem concurso, muitos serviços têm sido interrompidos. "Boa parte dos municípios está em situação de quase colapso por causa da queda nas receitas", diz Alexandre Rands, da consultoria Datamétrica, do Recife.

A crise fiscal federal, diz, também interrompeu obras importantes como a Transnordestina e a transposição do rio São Francisco. E a da Petrobras, o andamento de projetos como a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Fonte: Portal Az

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