Matéria / Polícia

Professor se apresenta e é preso suspeito de fraude no concurso público do Piauí

Ao se apresentar, Cristhian foi preso e encaminhado imediatamente para o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), que presidiu o inquérito que indicou 73 pessoas por envolvimento na fraude.

16/01/2017 | Edivan Araujo
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Um professor foi preso suspeito de liderar uma quadrilha de fraude de concursos no Estado do Piauí. Identificado pela Polícia como Cristhian Santiago, de 40 anos, o professor da rede estadual estava foragido e se apresentou ao 7 º distrito de Polícia Civil, que tem como titular o delegado Carlos Jorge. Ao se apresentar, Cristhian foi preso e encaminhado imediatamente para o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), que presidiu o inquérito que indicou 73 pessoas por envolvimento na fraude.

"O Cristhian foi ouvido agora pela manhã e as provas dos autos apontam que ele é um dos líderes da quadrilha. E ele não está envolvido apenas no concurso do Corpo de Bombeiros, temos provas de seu envolvimento na fraude do concurso do Tribunal de Justiça e a suspeita de atuação dessa quadrilha liderada por ele desde 2014", relatou o delegado Kleidson Ferreira

No caso específico do concurso do Corpo de Bombeiros, Cristhian teve acesso a prova dois dias antes do certame de acordo com o Greco, e repassou aos demais envolvidos na fraude. Mas ainda segundo a Polícia atuação do professor também acontecia através de pessoas que eram contratadas para realizar as provas e repassar os resultados, ou até mesmo através de celular. 

De acordo com o delegado, das 30 pessoas presas em novembro por envolvimento na fraude, somente dez tiveram a prisão preventiva decretada e continuam a disposição da Justiça. O inquérito foi concluído no dia 26 de novembro e Cristhian já havia sido indiciado por organização criminosa e fraude de certame de interesse público.

"Em seu depoimento ele se reservou o direito de permanecer em silêncio e esteve acompanhado a todo momento do advogado. Pelo menos outras cinco pessoas presas na época do concurso fazem parte da mesma associação criminosa", completou o delegado.

Fonte: Cidade Verde

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