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Secretário volta a negar existência de facções criminosas nos presídios do Piauí

Desembargador afirmou na última segunda que o estado monitora presos ligados ao PCC

18/01/2017 | Edivan Araujo
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O secretario de justiça do Piauí, Daniel Oliveira, voltou a negar a existência de facções nos presídios do Piauí. A declaração foi feita nesta terça-feira (17) e segundo ele, o Estado está sempre presente dentro das penitenciárias, trabalhando mesmo com o risco de rebeliões ou qualquer outra indisciplina dos presos.

“No Piauí tem presos que cometeram crimes em outros Estados, mas que cumprem pena aqui. São presos mais perigosos e fazemos todo o monitoramento e uma contenção para isolar essas pessoas. Esses presos tem naturalmente uma ligação perigosa mais forte, mas nem por isso consideramos existência de uma facção, pois não atrapalha a ação do Estado”, explicou.

As explicações foram dadas por conta de um recente homicídio entre presos, que estava dentro de uma viatura da Secretaria de Justiça, durante transferência de penitenciaria. Segundo o secretario, são pessoas perigosas e configura em briga de gangues, mas não em facções.

Daniel Oliveira completou ainda que o Estado trabalha com o risco de acontecer uma rebelião ou qualquer outro problema dentro dos presídios. Porém, mesmo com a indisciplina dos presos o secretario informa que o Estado sempre dará uma resposta.

“As nossas ações garantem que o Estado aja dentro dos presídios a qualquer hora do dia e da noite. Não estamos livres de incidentes, trabalhamos com este risco e trabalhamos para reduzi-lo”, finalizou.

Monitoramento de presos

O presidente interino do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador José James, confirmou na última segunda-feira (16) que presos por tráfico de drogas e detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), estão sendo monitorados no Piauí. O desembargador confirmou ainda que não existem facções do Piauí, eles são de outros Estados, cerca de três, e estão presos no Estado.

Desembargador José James

Desembargador José James

O PCC é uma organização criminosa que comanda rebeliões, assaltos, sequestros, assassinatos e narcotráfico. A facção atua principalmente em São Paulo, mas também está presente em 22 dos 27 estados brasileiros, além de países próximos, como Bolívia e Paraguai. A organização é financiada principalmente pela venda de maconha e cocaína, mas roubos de cargas e assaltos a bancos também são fontes de faturamento. A estimativa é que o grupo fatura cerca de 120 milhões de reais por ano.

Fonte:Portal AZ

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