Tenente do Exército José Ricardo da Silva Neto / Foto:Google
A desembargadora Eulália Maria Pinheiro negou pedido de habeas corpus ao tenente do Exército José Ricardo da Silva Neto, acusado de matar a namorada Iarla Lima e deixar outras duas pessoas feridas no dia 19 de junho. O oficial foi denunciado pelo promotor Ubiraci Rocha ao Ministério Público na última segunda-feira (17) por assassinato na modalidade de feminicídio e pelos crimes de lesão corporal de natureza grave.
O defensor público Juliano de Oliveira Leonel, que solicitou habeas corpus do oficial Silva Neto, alegou que o militar é réu primário, possui bons antecedentes criminais, profissão e que a prisão preventiva é ilegal, pois não foi realizada audiência de custódia. A defesa alegou ainda que o militar “está sofrendo constrangimento ilegal” e pediu liminar revogando a prisão preventiva ou concessão da liberdade provisória.
O pedido de liminar foi negado pela desembargadora que entendeu que não há requisitos necessários para a concessão da medida.
Oficial denunciado pelo Ministério Público
O promotor de Justiça Ubiraci Rocha apresentou à Justiça, na última segunda-feira (17), denúncia de assassinato na modalidade feminicídio contra o oficial do Exército José Ricardo da Silva Neto, 22 anos, pelo assassinato da estudante de arquitetura Iarla Lima Barbosa, de 25 anos, e pelos crimes de lesão corporal de natureza grave contra Ailana Lima Barbosa (irmã de Iarla) e Joseane Mesquita da Silva (amiga de Iarla). Os crimes, que ocorreram na madrugada do dia 19 de junho, completam um mês nesta quarta-feira.
Pelos detalhes do assassinato e das lesões corporais, o representante do Ministério Público Estadual não tem dúvida que o acusado agiu premeditadamente, por motivo torpe, requintes de crueldade e que os crimes aconteceram em razão do tenente do Exército se sentir “dono” de Iarla, o que caracteriza o crime de feminicídio.
Entenda o caso
A discussão entre o casal iniciou no Bendito Boteco, quando a vítima dançou com um amigo. O oficial ficou com ciúmes. Ele teria chamado a namorada, a irmã e a amiga da namorada para irem embora.
Na altura da Avenida Nossa Senhora de Fátima, iniciaram uma discussão, resultando com o oficial sacando uma pistola e atirando dentro do próprio veículo.
As balas atingiram além de Iarla, a irmã dela (de raspão na cabeça), e a amiga (no braço). Apavoradas, as duas conseguiram sair do veículo ainda em movimento.
Com Iarla morta no banco do passageiro, Silva Neto dirigiu o carro até a garagem de seu apartamento, na Cajuína Residence, bairro Santa Isabel, na zona leste da capital.
O oficial se trancou no banheiro do apartamento e atirou na própria coxa. Policiais acreditam que ele se feriu para alegar que a mulher havia tomado a arma e o baleado antes do crime.
Militares que chegaram ao apartamento do acusado negociaram, e ele acabou se entregando. Silva Neto foi afastado da corporação, e responde pelos crimes de feminicídio e lesão corporal de natureza grave.
Fonte:Portal AZ