Meta do governo do Piauí é enfrentar estiagem com “o menor dano possível” / Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com
O governador Rafael Fonteles afirmou que a principal preocupação do governo neste momento é reduzir os impactos da estiagem prolongada que atinge o Piauí durante o período do chamado “B-R-O Bró”.
Na última terça-feira(30), o governador Rafael Fonteles decretou situação de emergência em 119 municípios do Piauí afetados pela seca prolongada. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e terá validade de 180 dias, autorizando a mobilização de órgãos públicos estaduais para ações emergenciais de enfrentamento à crise hídrica.
Segundo o decreto, a decisão foi motivada pelo agravamento do cenário climático no estado. Dados da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) apontam que o ciclo de 2024 terminou com 100% do território em situação de seca, realidade que se manteve em 2025.
A análise técnica também registrou o primeiro episódio de seca extrema em julho, no Sudeste piauiense, que se expandiu em agosto para outras regiões.
Segundo o governador, a seca deste ano começou mais cedo e já alcança seu ponto mais intenso, afetando diretamente famílias do semiárido.
“O B-R-O Bró continua e está no seu momento mais intenso, então a estiagem que começou mais cedo esse ano atinge nesse momento seu maior grau. Nossa principal preocupação de curto prazo é atravessar essa estiagem, esse B-R-O Bró mais rigoroso com o menor dano possível para as famílias piauienses, sobretudo aquelas que estão no semiárido”, destacou.
Fonteles lembrou que o governo já está em execução com operações emergenciais, incluindo revitalização e perfuração de poços, implantação de novos sistemas de abastecimento de água e apoio direto a agricultores familiares que perderam praticamente toda a produção.
“É uma preocupação enorme, dado que os pequenos reservatórios praticamente secaram todos. Por isso que o decreto de prorrogação dessa emergência é essencial para continuarmos atuando de maneira emergencial nesses municípios”, disse.
Ele ressaltou ainda que o governo permanece atento às demandas apresentadas pelas prefeituras e que novos municípios podem ser incluídos na lista de emergência caso a situação se agrave.
“Estamos abertos a outras situações que os municípios nos apresentam, eventualmente, para, se for o caso, ampliar o escopo desse decreto, aumentando o número de cidades”, concluiu.
Fonte: Cidadeverde