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Fila por transplante no Piauí chega a 578 pessoas; estado é o 4º do Nordeste na espera

03/05/2026 | Redação
Fila por transplante no Piauí chega a 578 pessoas; estado é o 4º do Nordeste na espera / Foto> Reprodução/Governo do Estado

Enquanto 578 piauienses aguardam por um transplante de órgão, o Piauí realizou apenas 18 procedimentos entre janeiro e abril de 2026, ocupando a sétima posição entre os estados que menos transplantaram no país neste ano. Os dados são do Painel de Lista de Espera e Transplantes do Ministério da Saúde, atualizados até 1º de maio. O estado é o quarto do Nordeste e o 14º do Brasil com o maior número de pessoas na fila de espera. No país inteiro, 48.902 pessoas aguardam por um transplante.

No Piauí, todos os pacientes na lista de espera aguardam um transplante de rim. A maioria é do sexo masculino, com 354 casos, contra 222 do sexo feminino. A faixa etária predominante entre os que esperam é a de 50 a 64 anos.

Dos 18 transplantes realizados em 2026, 13 foram para pacientes do sexo masculino e 5 do feminino. O número contrasta com o desempenho do ano anterior: em 2025, o estado registrou um aumento recorde, com 74 transplantes realizados, contra 40 em 2024, segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi)

Transplante de córnea

O cenário do transplante de córnea no estado segue uma dinâmica diferente. Até 1º de maio deste ano, 466 pacientes aguardavam o procedimento, com maioria do sexo feminino: 288 mulheres na fila, contra 178 homens. Em 2026, o Piauí já realizou 93 transplantes de córnea, número que, se mantido, deve superar os 289 procedimentos registrados ao longo de todo o ano de 2025.

Como ser doador de órgãos

No Brasil, a doação de órgãos só ocorre com autorização da família, por isso comunicar esse desejo aos parentes é o passo mais importante. Para quem quiser formalizar a vontade, é possível fazer isso gratuitamente de duas formas: pelo site da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), no endereço aedo.org.br, ou no momento da emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Formalizar a decisão ajuda a evitar dúvidas e facilita a escolha da família em um momento de dor.

Fonte>Portal O Dia

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