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O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) instaurou um procedimento administrativo para apurar possíveis casos de assédio moral e acompanhar a situação da saúde emocional de servidores da Polícia Civil que atuam na região de Picos.
A medida foi determinada pelo Promotor de Justiça Maylton Rodrigues de Miranda, após chegarem ao órgão informações consideradas preocupantes sobre afastamentos de delegados por questões psicológicas e relatos de desgaste no ambiente de trabalho em unidades policiais da região.
Apuração busca entender ambiente interno das delegacias
De acordo com o procedimento instaurado, o Ministério Público pretende ouvir representantes sindicais, reunir informações sobre o funcionamento interno das delegacias e avaliar possíveis impactos das relações hierárquicas no bem-estar psicológico dos profissionais.
Entre os pontos que passaram a ser analisados estão licenças médicas relacionadas a transtornos emocionais, além de situações que, segundo o órgão ministerial, podem indicar sinais de instabilidade institucional dentro da corporação.
Sindicato defende ações permanentes de prevenção
A investigação também cita campanhas promovidas pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Piauí (Sinpolpi), voltadas ao combate ao assédio moral e à valorização da saúde mental dos servidores da segurança pública.
Segundo o presidente da entidade, Isaac Vilarinho, a categoria tem defendido a implementação de políticas permanentes de acolhimento e prevenção ao adoecimento psicológico entre policiais civis.
Para o sindicato, o cenário exige atenção contínua e a criação de protocolos específicos de acompanhamento emocional dos profissionais que atuam diariamente em situações de pressão e elevado desgaste psicológico.
Audiência extrajudicial já tem data marcada
Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público agendou para o próximo dia 29 de maio uma audiência extrajudicial para aprofundar a coleta de informações e ouvir os envolvidos no caso.
Até o momento, o procedimento segue em fase preliminar de investigação, e não há conclusões sobre eventual prática de irregularidades ou responsabilização de servidores.