Rafael Fonteles defende integração na saúde e afirma que / Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com
O governador Rafael Fonteles defendeu a ampliação da integração entre os entes federativos na área da saúde e afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve estar acima de disputas político-eleitorais. A declaração foi dada ao comentar sobre os desafios da regulação de pacientes e do acesso a consultas especializadas e exames.
Segundo o governador, apesar dos avanços proporcionados pelo programa Piauí Saúde Digital e pela expansão das centrais de diagnóstico, o principal desafio da saúde pública continua sendo a articulação entre municípios, Estado e Ministério da Saúde para garantir o atendimento da população.
"O que nós precisamos evoluir é aumentar essa integração entre o município, o Estado e o Ministério da Saúde. O SUS não tem lado, não tem partido. Não pode haver discussão política ou politizada quando se trata de saúde pública. Da nossa parte, sempre estaremos à disposição para ampliar essa integração, sobretudo no tema da regulação. Esse é o maior desafio que temos hoje na saúde pública e exige cooperação entre todos os entes", afirmou durante a inauguração da 12ª Central de Diagnóstico do Piauí, em Teresina.
O governador explicou que o modelo de gestão do SUS torna a regulação um processo complexo. Embora cidades como Teresina, Parnaíba e Picos tenham gestão plena da saúde e controlem suas filas de atendimento, boa parte dos equipamentos hospitalares e especializados pertence ao Governo do Estado. Além disso, esses municípios atendem pacientes encaminhados de diversas cidades do interior.
"A regulação entre o município menor, o município maior, o Estado e o Ministério é o grande desafio. É preciso muito espírito público, muita vontade de cooperar e muita dedicação das equipes. Uma coisa é comandar sua própria equipe, outra é integrar-se com uma equipe que você não comanda. Por isso, tenho convicção de que existe disposição para cooperar, independentemente de questões político-eleitorais", declarou.
Durante a entrevista, o governador também comentou a discussão sobre a futura Policlínica de Teresina, cuja ordem de serviço foi assinada recentemente. Ele afirmou que cada ente federativo possui limitações orçamentárias próprias e defendeu que a prioridade seja aperfeiçoar os equipamentos já existentes, sem deixar de investir na ampliação da rede.
"Mais do que termos equipamentos novos, mais leitos e mais profissionais, que também são necessários, o grande desafio é integrar o que já existe para funcionar cada vez melhor. Esse é o nosso espírito. Não é um jogo de empurrar responsabilidades. É uma cooperação para melhorar o atendimento à população. Só a cooperação vai superar desafios como a regulação e o financiamento do Sistema Único de Saúde", concluiu.
Atualmente, o Piauí conta com 12 Centrais de Diagnóstico em funcionamento. A meta do Governo do Estado é chegar a 16 unidades nos próximos meses e, futuramente, implantar uma central em cada uma das 28 microrregiões piauienses, garantindo que a população precise se deslocar no máximo 100 quilômetros para realizar exames especializados.
Fonte: Cidade Verde