Matéria / Polícia

Treinador de futsal é condenado a mais de 103 anos por crimes sexuais contra 11 adolescentes em Parnaíba

07/07/2026 | Redação
/ Natanael Ribeiro (Foto: Reprodução/TV Clube)

 

O treinador de futsal Natanael Ribeiro de Moraes foi condenado a mais de 103 anos de prisão, nesta terça-feira (7), por crimes de violência sexual contra 11 adolescentes.

De acordo com a decisão, ele se aproveitava da autoridade como supervisor esportivo, além de ser líder religioso, para praticar os crimes contra os jovens.

Os crimes teriam sido praticados entre os anos de 2014 e 2023. A decisão foi assinada pelo juiz Willmann Izac Ramos Santos, da 1º Vara Criminal da Comarca de Parnaíba.

Natanael foi condenado por importunação sexual, registro, produção ou posse de material sexual envolvendo adolescentes e violação sexual mediante fraude.

“Se valia de manipulação psicológica, de falsas promessas de ascensão na carreira futebolística e de um verdadeiro estelionato espiritual — mediante a distorção de passagens bíblicas e a construção da falsa narrativa de “paternidade espiritual” — para atrair jovens em situação de vulnerabilidade afetiva […] sob o pretexto de realizar aconselhamentos sigilosos denominados “discipulados”, submetia os ofendidos a toques físicos”, diz trecho da decisão.

 

DENÚNCIA

Narra a denúncia do Ministério Público do Piauí, segundo costa na sentença, que o denunciado Natanael Ribeiro se valia de “manipulação psicológica, de falsas promessas de ascensão na carreira futebolística e de um verdadeiro estelionato espiritual”.

Segundo a sentença, o réu utilizava distorções de passagens bíblicas e construía uma falsa narrativa de “paternidade espiritual” para atrair jovens em situação de vulnerabilidade afetiva, especialmente aqueles com ausência da figura paterna, para sua residência.

“Sob o pretexto de realizar aconselhamentos sigilosos denominados ‘discipulados’, submetia os ofendidos a toques físicos, masturbação e sexo oral, além de exigir a produção e o envio de fotografias e vídeos de cunho sexual, sob falsos pretextos de avaliação física esportiva”, diz trecho.

Com informações do G1 Piauí

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