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O Desembargador Agrimar Rodrigues de Araújo foi eleito novo presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ/PI) durante sessão por videoconferência na manhã desta quinta-feira (1º).
O magistrado obteve 21 votos, ou seja, eleito por unanimidade. O vice-presidente será Dioclécio Sousa da Silva e o corregedor-geral da Justiça é o desembargador Aderson Nogueira.
Após o resultado da eleição, Agrimar Rodrigues agradeceu os votos e lembrou que pela sexta vez concorre a cargo no TJ e é eleito por unanimidade.
“A diretoria do Tribunal de Justiça precisará da contribuição de todos, estou ciente do respeito que o TJ tem eque está presente em todos os municípios. Peço o apoio de todos”, disse o novo presidente.
Agrimar Rodrigues substitui o desembargador Aderson Nogueira e terá mandato de dois anos.
Agrimar Rodrigues de Araújo é natural de Picos, ingressou no TJ em 20 de abril de 2023 pela vaga da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Ele é graduado em Direito e foi advogado militante por mais de 30 anos. Especialista em Direito Processual, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) e também ocupou o cargo de presidente da Subseção de Picos e Conselheiro Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Piauí.
Veja chapa eleita:
Presidente
Agrimar Rodrigues de Araújo
Vice-Presidente
Dioclécio Sousa da Silva
Corregedor-Geral da Justiça:
Aderson Antonio Brito Nogueira
Corregedor do Foro Extrajudicial
João Gabriel Furtado Baptista
Diretor(a)-Geral da Escola Judiciária
Lucicleide Pereira Belo
Vice-Diretor da Escola Judiciária
Manoel de Sousa Dourado

Impasse na Corregedoria
Este ano, houve um impasse na escolha do novo corregedor geral. Dois nomes estavam na disputa: Maria do Rosário de Fátima Martins Leite Dias e Aderson Nogueira, atual presidente do TJ. Maria de Fátima ingressou com pedido de providências no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para impedir que o desembargador Aderson concorresse. O CNJ decidiu que ele só concorre se Maria de Fátima não for eleita. Ela precisaria de 11 votos. Na votação, Aderson deve 20 votos, contra o voto de Maria de Fátima.
Antes da eleição, Maria de Fátima pediu palavra e lembrou que tem 46 anos de dedicação a justiça e em agosto de 2028 irá se aposentar. A magistrada destacou que a divergência era jurídica e não de cunho pessoal. Maria de Fátima disse também que ao telefonar para o desembargador Erivan Lopes foi “humilhada”, “menosprezada” e “maltratada”. O desembargador ao falar não comentou as acusações.
Durante a votação, Maria de Fátima conseguiu o voto e apoio do desembargador Ricardo Gentil.
Fonte: Cidade Verde