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O relator da comissão especial de reforma política, o deputado Marcelo Castro (PMDB), afirmou que vai trabalhar para derrubar a proposta de Distritão contido no relatório que será votado amanhã (26) no Congresso.
Um dos pontos de choque entre Cunha e Marcelo Castro é o sistema chamado Distritão onde são eleitos os candidatos mais votados de cada Estado, acabando o sistema proporcional.
“O Distritão que ele (Eduardo Cunha) defende com tanto ardor, eu já disse o que eu penso: é um retrocesso. Só uma pessoa, e aqui devolvo o que ele falou pra mim, só uma pessoa que não pensa em profundidade, uma pessoa que não tem espírito público, pode defender um sistema desse tão atrasado, tão retrógado como é o Distritão”. ÂÂÂ ÂÂÂ
Para Marcelo Castro a proposta do Distritão não haverá consenso na votação no Congresso.
“Vamos trabalhar para derrubar o Distritão no Congresso. Na minha ótica, o Distritão é uma anti-reforma. Ao invés da gente reformar para melhorar, vamos reformar para regredir, para retroagir, para piorar”.
Na opinião de Marcelo Castro, o fim da reeleição para cargos no Executivo e coincidência de eleição será consenso na votação.
O clima de guerra entre Cunha e Marcelo Castro se instalou após o presidente da Casa declarar abertamente na imprensa que está insatisfeito com o relatório da comissão. Cunha chegou a dizer que a reforma política será votada sem passar por comissão, num recado claro de que pode ignorar o parecer de Marcelo Castro.ÂÂÂ
“Com certeza, ele (Eduardo Cunha) está arrependido de minha escolha, porque eu não faço o que ele quer. Nem eu sei o que ele quer, todo dia ele muda de opinião. Eu faço aquilo que julgo ser o mais importante para o País. Esse é o meu único compromisso”, reagiu Castro.
O deputado lembrou que o relatório foi produzido pela comissão composta por 68 membros e não é uma visão pessoal.
Atritos com Cunha
Marcelo Castro informou que se reuniu com Eduardo Cunha e tiveram uma conversa “franca” e “dura” após as declarações do presidente da Casa sobre o relatório.
“Fiz crítica a conduta dele. Ele como presidente da Casa jamais poderia ter se comportado daquela maneira. Foi desrespeitoso comigo e com a comissão. Um equivoco da parte dele”.
Hoje uma reunião de líderes partidários, às 18 horas, no gabinete da Presidência, vai definir os procedimentos para a votação da matéria, que deverá ser analisada por partes.
Segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, os temas poderão seguir a seguinte ordem: sistema eleitoral; financiamento de campanhas; proibição ou não da reeleição; duração dos mandatos de cargos eletivos; coincidência de mandatos; cota de 30% para as mulheres; fim da coligação proporcional; e cláusula de barreira.
Com informações do Cidadeverde