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Por Mauricio Exenberger direto de Brasília
O deputado federal José Maia Filho (SD-PI) afirma ser favorável a votação imediata da proposta de reforma política, que começou a ser apreciada nesta tarde no Plenário da Câmara dos Deputados. Sobre o sistema eleitoral, o parlamentar adianta que simpatiza com o modelo distritão e que tem como segunda opção o voto distrital.
“Eu acho a reforma política que tem que ser votado logo, porque é um desejo da sociedade”, afirma Mainha. Segundo ele, a reforma política não vai resolver todos os problemas que as pessoas imaginam que ela possa resolver. Acha que não vai acabar com a corrupção. “O problema é que está demorando muito”, avalia. “A última reforma política foi uma pseudo reforma. Foi quando proibiram os showmícios e os brindes. Fora isso nada foi ajustado.”
Trata-se de uma votação difícil, avalia o deputado, porque cada parlamentar vota com a sua consciência, imaginando o que pode ser melhor para si mesmo, e acaba não tendo consenso. “Por isso, eu defendo essa votação apressada.
Distritão - Sobre o sistema eleitoral, José Maia Filho adianta que simpatiza com o modelo distritão e em segunda opção o voto distrital. No distritão, cada estado será um distrito e os mais votados, pelo voto majoritário, serão eleitos.
“Eu não acha que o distritão seja um retrocesso”, ressalta. “Eu já fui o mais votado em duas eleições e não fui eleito.” Para ele, como no Brasil, o eleitor vota mais na pessoa do que no partido o distritão acaba sendo o voto mais justo.
José Maia Filho cita o exemplo de São Paulo, onde o deputado Tiririca teve pouco mais de 1 milhão de votos e trouxe para Brasília mais dois correligionários. “Ele poderia estar em qualquer partido, no PR, no PV, no PT etc. Esses votos que o Tirica teve foram para o partido, mas as pessoas queriam votar, na verdade, no Tiririca.”
Além de votar na pessoa, o distritão, segundo Mainha, evita aqueles arranjos que os candidatos fazem procurando partidos sem buscar a ideologia da sigla e sim a forma mais fácil de ser eleito. “O candidato não vai estar no partido por uma questão de conveniência, para poder se eleger de forma mais fácil”, observa.
“Com o distritão a pessoa vai estar num partido por opção de achar que aquela agremiação realmente é a melhor. Ao mesmo tempo, esse modelo não inviabiliza o cidadão de votar no partido e também no seu candidato.”
Distrital
Mainha também acha o modelo distrital interessante. Diz que seria melhor que o sistema proporcional, que existe atualmente - em que a eleição leva em conta a votação do partido ou coligação -, porque deixa o político identificado com determinada região.
“O lado negativo é que esse modelo poderia transformar esse candidato em um representante paroquial”, afirma. “O político poderia se inibir de debater temas de relevância nacional para discutir apenas temas locais.”
Como estamos buscando maior economia nas eleições e evitar gastos nas campanhas, que é o que está gerando a corrupção, o voto distrital fica um voto majoritário. “O eleitor é mais perseguido, mais disputado e isso poderá provocar aumento nos custos das campanhas.”