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Vereadora Tatiana passa por audiência de custódia e prisão é mantida

04/04/2025 | Redação
Vereadora Tatiana passa por audiência de custódia e prisão é mantida / Foto: Tarcio Cruz/Cidadeverde.com

A Justiça manteve a prisão preventiva da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), após audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (4). A parlamentar foi presa pela Polícia Federal na última quinta (03) por suposto crime eleitoral, e possível envolvimento com facção criminosa e compra de votos com dinheiro proveniente dessa organização.  Esta é a segunda fase da operação Escudo Eleitoral, que teve a primeira fase realizada em dezembro de 2024.

A defesa da vereadora solicitou a suspensão da cautelar que estabeleceu a detenção da parlamentar, porém o Ministério Público Federal pediu vistas a solicitação. O presidente da audiência, o juiz Luís Henrique Moreira Rêgo determinou assim a manutenção da prisão e concedeu a medida para ela ser transferida para uma sala de Estado Maior, no Quartel do Comando Geral (QCG), como determina o estatuto dos advogados. 

A vereadora Tatiana Medeiros chegou ao Tribunal Regional Eleitoral por volta de 08h30 em uma viatura da Polícia Federal. A parlamentar e os advogados se dirigiram diretamente para o plenário do TRE. Com a bíblia na mão, Tatiana Medeiros se posicionou para a audiência. 

Após a audiência a juíza Melissa Pessoa, Coordenadora do Núcleo do Juiz das Garantias do TRE, analisou as medidas impostas.

"A audiência transcorreu dentro do curso o magistrado tem um protocolo do Conselho Nacional de Justiça. E assim foi feito, essa audiência garantindo a ela especificamente, que tem formatura no curso de direito, advogada, a sua custódia, em sala de estado-maior, que é o que diz a lei. Existe um prazo consignado em ata, mas acredito que em torno de cinco dias, no máximo, o Ministério Público deve se manifestar. Mas essa é uma resposta que o próprio Ministério Público deve dar”, finalizou.

Entenda o caso

A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (3) mandados de prisão preventiva, expedidos pelo juiz eleitoral Luís Henrique Moreira Rêgo, contra a vereadora Tatiana Medeiros e o seu namorado Alandilson Cardoso Passos (que já está preso em Minas Gerais). 

As prisões aconteceram dentro da segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, com o objetivo de combater a atuação de facções criminosas no processo eleitoral das Eleições municipais de 2024.

Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados à parlamentar e outras pessoas próximas. O carro da mãe dela Odélia Medeiros foi apreendido, além de aparelhos eletrônicos e documentos no Instituto Vamos Juntos. O padrasto Stênio Ferreira e a secretária Emanuely Pinho foram afastados das funções públicas e a própria vereadora está proibida de ir à Câmara Municipal e ao seu Instituto, que teve as atividades suspensas. 

A defesa da vereadora nega que ela tenha cometido crime eleitoral ou que tenha recebido recursos de facção criminosa. E aguarda acesso aos autos para elaborar a defesa. 

Já a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí (OAB-PI), afirmou que a Polícia Federal não cumpriu o que determina a Constituição Federal, já que a OAB não acompanhou o cumprimento dos mandados de prisão da vereadora e de busca e apreensão em sua residência, como deve ocorrer quando advogados são alvo dessas medidas e que por isso foi arbitrária e pode ser anulada. 

Fonte: Cidade Verde

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